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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Solidão: uma queda no vazio


A solidão traz-nos uma profunda e dolorosa sensação de vazio e isolamento, altamente destruidora da nossa saúde física e psicológica. Apesar de normalmente pensarmos numa pessoa solitária, como alguém que não tem ninguém à sua volta, a solidão nem sempre é “física”. Quem nunca se sentiu só, numa sala cheia de gente?

A solidão é, na verdade, um sentimento que vem de dentro de nós, que se traduz muitas vezes, numa sensação de incapacidade de se relacionar com os outros, no medo de ser julgado ou não ser “bom o suficiente” perante determinada circunstância.




A solidão dói

A pessoa que se sente só, tem dentro de si uma dor agonizante e difícil de aliviar. Sente-se desconectada de tudo, não faz parte e, consequentemente, não tem com quem partilhar as suas ideias e desejos, alegrias e tristezas. Não sente compreensão ou aceitação e, por isso, tende a isolar-se, agravando o seu sentimento de solidão.

Entramos assim num ciclo vicioso, onde surgem sintomas de ansiedade, tensão, inquietação, depressão e outros, do qual é difícil sair e onde nós somos os nossos piores inimigos.


Terceira Idade - A idade da solidão

Estima-se que mais de metade da população idosa nacional sofra de solidão. Quando quase todos já partiram e as gerações mais novas estão demasiado ocupadas para olhar para nós, o que nos resta?

Vivemos cada vez mais tempo, cada vez mais doentes e com menos actividade. A depressão instala-se e o mundo parece indiferente ao sofrimento de quem já tanto contribuiu para ele. O idoso sente-se desamparado, indesejado e sem perspectivas. O medo e a angústia perante um futuro onde sabem que serão cada vez mais debilitados e dependentes.

A solidão na terceira idade é muitas vezes, uma dor sem alívio, onde as pessoas não vêem nenhuma luz ao fundo do túnel e cabe-nos a nós, que podemos deslocar-nos, fazer uma visita, dar um abraço. Uma hora do nosso tempo, pode ser a diferença entre o abandono e um sorriso, para quem vive os dias à espera que terminem.


Combater a solidão

Os sentimentos negativos quebram-nos e tiram a nossa energia, fazendo com que sejamos invadidos por pensamentos negativos e medos paralisantes. Para quebrar esse ciclo, é preciso determinação e força para dar o primeiro passo.

Se se sente regularmente só, comece a ponderar mudar alguns hábitos. Saia mais de casa, participe em eventos, inscreva-se em aulas de grupo, adopte um animal de estimação (certificando-se que tem condições para cuidar dele). Procure ser positivo e encarar os momentos maus como algo passageiro.

Se nada disto o ajudar, ou se não se sente com força para tentar dar nenhum destes passos, considere procurar ajuda profissional.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

6 Benefícios do Sol para a Saúde


Com o aumento dos casos de cancro de pele e outros problemas derivados de uma incorrecta exposição solar, o Sol é muitas vezes visto como um vilão, mas a verdade é que a exposição solar, quando feita com as devidas precauções, é muito importante e benéfica para a nossa saúde.


1. Vitamina D

Este é, talvez, o benefício mais amplamente discutido e estudado pelos cientistas. O sol é uma fonte inesgotável de vitamina D, que por sua vez é fundamental para a saúde do nosso corpo.

A vitamina D é responsável pela sintetização e absorção do cálcio, pelo que se torna indispensável no nosso organismo e ajuda-nos a prevenir a tão assustadora osteoporose. Para além disso, ajuda a prevenir outra doenças, como a diabetes ou doenças cardíacas.

Devido à redução do efeito de transformação das células é ainda uma boa ajuda na prevenção de certos tipos de cancro (especialmente do cólon, útero, mama e próstata).

A Vitamina D ajuda-nos ainda na regulação do nosso sistema imunitário podendo ser uma arma na prevenção de doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide, doença de Crohn ou ainda, esclerose múltipla.


2.Combate a depressão e ansiedade

A exposição solar é uma boa ajuda para a sua saúde mental pois aumenta os níveis de serotonina no cérebro, o neutransmissor responsável pela regulação do humor.


3. Maior qualidade de sono

O sol tem um efeito benéfico e muito importante na regularização do ciclo do sono, diminuindo assim, os episódios de insónia.


4. Activa a circulação sanguínea

Os efeitos a nível da circulação são fundamentais, pois a exposição solar aumenta a concentração de glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte do oxigénio no sangue. Para além disso, ajuda a reduzir a tensão arterial.


5. Estimula o sistema endócrino

Muitas vezes, o nosso organismo falha na absorção dos nutrientes contidos na nossa alimentação. A estimulação do sistema endócrino vai ajudar a facilitar essa tarefa.


6. Menos acne

Conhecido por ser um problema de adolescentes, a acne pode afectar qualquer pessoa, em qualquer idade. O sol tem um efeito poderoso em várias doenças de pele, como a acne, psoríase, eczema e infecções por fungos.




Não se esqueça!

Os benefícios do sol só podem ser realmente aproveitados quando a exposição é feita de forma correcta e saudável. Assim, evite a exposição solar entre as 11 e as 16 horas e use sempre protector solar, mesmo em dias nublados.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Obesidade não é uma questão meramente estética


A obesidade é um problema cada vez mais frequente na sociedade moderna, tendo sido já considerado pela Organização Mundial de Saúde uma epidemia. No entanto, a maioria da população ainda pensa no excesso de peso como uma questão meramente estética e se isso é o suficiente para alguns o combaterem, para outras pessoas é a desculpa perfeita para não terem de agir.




Os números têm vindo a aumentar gradualmente nos últimos anos e estima-se que, em Portugal, metade da população tenha excesso de peso e um milhão de portugueses foi diagnosticado com obesidade. Segunto a Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, o sexo masculino é o mais atingido pelo problema.

Estes números são assustadores e continuam a aumentar constantemente, em grande parte devido ao tipo de vida que levamos nas sociedades modernas, cada vez mais sedentário e, a uma alimentação rica em açúcar e gorduras saturadas.


Consequências do Excesso de Peso

Apesar destas serem ainda ignoradas por muita gente, a verdade é que o excesso de peso traz consequências gravíssimas para a sua saúde física e mental.

A acumulação de gordura no organismo favorece o surgimento de doenças como a Diabetes Mellitus tipo II e hipertensão arterial, aumenta o risco cardivascular e causa problemas respiratórios graves devido ao esforço adicional que o corpo tem de fazer para inspirar o oxigénio suficiente.

Do ponto de vista psicológico, o excesso de peso e obesidade vai ter impacto a nível da auto-estima e capacidade de adaptação social, aumentando a possibilidade do doente vir a sofrer de depressão e ansiedade.


Prevenir e Combater a Obesidade

O actual estilo de vida e alimentação é, como já vimos, um forte potenciador para o desenvolvimento deste problema, por isso, cabe-nos a nós ter uma postura de prevenção activa e combater energicamente o excesso de peso.

Conhecer os alimentos e os seus nutrientes e respeitar as proporções representadas na Roda dos Alimentos é fundamental. Muitas vezes, esquecemo-nos deste guia que é a Roda dos Alimentos. Observe-a bem, veja as proporções para cada grupo de alimentos e tente respeitá-las quando prepara o seu prato. Verá que faz uma grande diferença.

Coma pouco e muitas vezes. Com certeza, já ouviu dizer que devemos comer a cada 3 ou 4 horas, e é verdade. Evita ataques de fome descontrolados e ajuda a controlar o nosso metabolismo.

Outro factor muito importante para prevenir a obesidade é o exercício físico. Não precisa pagar um ginásio caro e enfiar-se lá horas a fio. Pode começar por fazer umas boas caminhas por dia, sair na paragem anterior quando vai de autocarro para o trabalho, dar passeios a pé na sua hora de almoço…


Não se esqueça que é importante um acompanhamento profissional e personalizado para que perca peso em segurança e de forma saudável, pelo que se já tem excesso de peso ou obesidade, o melhor a fazer é, para além de seguir os conselhos anteriores, consultar um médico ou nutricionista. Podem ser uma ajuda valiosa nesta árdua batalha.


domingo, 11 de março de 2018

A ansiedade e os Problemas Gastrointestinais


Todos nós já passamos por uma situação de stress em que sentimos as vulgares dores de barriga, ou o estômago a apertar-se e sentimo-nos quase sufocar, apesar de sabermos que não há problema absolutamente nenhum com os nossos órgãos. Esta é uma resposta normal do nosso organismo à ansiedade, mas pode tornar-se numa situação patológica.




São vários os sintomas que, sendo reflexo de problemas de ansiedade, se reflectem a nível gastrointestinal. Os mais conhecidos e vulgares são as famosas náuseas, distensão e dor abdominal, excesso de gases (flatulência) e consequentes cólicas. Apesar de ser possível determinar do ponto de vista físico o porquê disto acontecer (de forma muito rápida e simples, está associado à movimentação do fluxo sanguíneo e água do organismo onde esta é mais precisa, negligenciando a digestão e a hidratação, por exemplo), não há uma justificação médica, como uma infecção ou patologia para o acontecimento das mesmas. Assim, sabemos que se trata, pura e simplesmente, de ansiedade.

A ansiedade é um mal cada vez mais comum e é raro encontrarmos uma pessoa que não se deixe afectar pela mesma num mundo em constante movimento e com desafios cada vez maiores e mais complexos para enfrentar. No entanto, quando entramos num nível de ansiedade constante, e portanto, patológico, podemos deparar-nos com o desenvolvimento de problemas sérios, a nível gastrointestinal.

Assim, a usual dor de barriga pode evoluir para situações como, por exemplo, a Síndrome do Intestino Irritável (estudos demonstram que 40 a 60% dos pacientes sofrem de depressão ou ansiedade) ou o Refluxo Gástrico, que se trata de uma subida do suco gástrico ao esófago provocando, na melhor das hipóteses, grande desconforto.


Porquê?

O aumento generalizado dos níveis de ansiedade na população, a par com o aumento de doenças como a Síndrome do Intestino Irritável levaram ao desenvolvimento de uma série de estudos, recentemente, que visam tentar entender a ligação entre estes dois fenómenos.

Os resultados indicam uma estreita ligação entre o cérebro e o sistema gastrointestinal, sendo que estes se influenciam mutuamente.

A ligação entre problemas psicológicos como a depressão e ansiedade e os problemas gastrointestinais parece ocorrer nos dois sentidos, isto é, não só os primeiros provocam os problemas gastrointestinais, como há evidências de que certos desarranjos e alterações a nível da flora intestinal, possam desencadear períodos depressivos e/ou de grande ansiedade nos doentes. 

Por outro lado, demonstrou-se que o tratamento dos problemas gastrointestinais, especialmente, a Síndrome do Intestino Irritável são mais eficazes se ocorrerem passo a passo com o tratamento da ansiedade e depressão e técnicas para reduzir os níveis de stress na vida do paciente.


Cada vez mais, a medicina reconhece a ligação entre o físico e o psicológico e promove a administração de tratamentos, realizados no âmbito desta interacção.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Benefícios dos Animais de Estimação para a Saúde


Nos últimos tempos, são inúmeros os movimentos de defesa e protecção dos animais, a população em geral deixou de olhar para eles como coisas que nos pertencem e reconhecem, cada vez mais, que são seres vivos, dotados de sentimentos e emoções.

A desinformação também é muita, mas o desenvolvimento desta consciência ajudou a diminuir o estigma do animal como portador de doenças e sujidade dentro da casa. Apesar disso, ainda há muita gente que teme o desenvolvimento de alergias. Nada mais errado.




As Alergias

As alergias são sem dúvida a maior precupação, principalmente para os pais de crianças pequenas, em trazer um animal para dentro de casa e o que leva, muitas vezes, ao abandono do animal quando ocorre uma gravidez.

Salvo raras excepções de alergias graves, isto não é necessário, bem pelo contrário. O Journal of Allergy and Clinical Immunology publicou um estudo (e muitos outros apontam para os mesmos resultados) que demonstra que, na verdade, a presença de um animal de estimação em casa, reduz o risco das crianças desenvolverem alergias e asma, fortalecendo o sistema imunitário, através da exposição permanente a alergéneos e sujidade que o animal possa carregar no pêlo. 


Saúde Mental

Um animal de estimação é um dos maiores aliados no combate à ansiedade e depressão. Interagir com o animal vai aumentar a produção de dopamina e serotonina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

Além disso, se o seu animal for um cão, vai forçá-lo a deslocar-se e sair de casa com regularidade, promovendo a interacção social e evitando o isolamento.




Doenças Cardíacas

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo ocidental. São vários os factores que nos conduziram a esta realidade, mas a presença de um animal de estimação pode ajudar a amenizar o problema, ou até mesmo, a evitá-lo.

Vários estudos demonstraram que há uma tendência geral, para que os donos de animais tenham uma tensão arterial mais baixa e menos colesterol, os principais culpados do cenário descrito no parágrafo anterior. A situação melhora ainda mais se tiver um cão, pois este precisa de passear e caminhar, promovendo em si uma maior actividade física e como bónus, ainda o auxilia na manutenção do peso.


Os Idosos e as Crianças

Estes dois grupos são os que, geralmente, dão maiores preocupações na hora de trazer um bichinho para dentro de casa, mas na verdade, são os que mais beneficiam com isso. Vejamos então.




Os idosos com animais de estimação tendem a apresentar menos níveis de stress e tensão arterial, são mais activos (especialmente se tiverem um cãozito) e interagem mais com outras pessoas diminuindo os níveis de isolamento social, solidão e consequentemente, de depressão. A responsabilidade de cuidar do animal revelou ainda ter efeitos positivos ao nível da memória e actividade cognitiva.

Em relação às crianças, para além de todos os benefícios que já mencionamos, que afectam toda a família, a presença de um animal de estimação vai desenvolver um maior sentido de responsabilidade, bem como, ajudar a criança a desenvolver sensibilidade e empatia, características fundamentais para uma saudável interacção social.




Mas atenção!

Um animal de estimação não é um brinquedo, é um compromisso para toda a vida e por isso, antes de adoptar um animal, deve informar-se detalhadamente de todas as necessidades do mesmo e se tem capacidade para colmatá-las. Lembre-se de que financeiramente, é mais um encargo, por vezes grande, e que o animal precisa de tempo e disponibilidade.

Pense em como fará quando chegar a hora de ir de férias, de que um animal, especialmente ainda bebé, poderá urinar ou defecar pela casa, enquanto está a aprender, estragar mobiliário ou a sua roupa preferida. Pense bem em tudo isto, antes de adoptar.

Por fim, não se esqueça que o animal tem uma esperança média de vida inferior à nossa e portanto, ficará idoso e muitas vezes a precisar de cuidados extra, que consome mais tempo e dinheiro. Antes de adoptar, é importante, ter a certeza de que esta é a opção correcta para nós. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Socorro! Tenho dores no peito


Aos primeiros sinais de algum tipo de dor no peito, a grande generalidade das pessoas teme que estas estejam relacionadas com o seu coração, mas nem sempre este tipo de dores é sinal de um ataque cardíaco eminente.  Há vários problemas, felizmente menos graves, que podem desencadear as assustadoras dores no peito. 

Convém sublinhar, no entanto, que em caso de dúvida deve dirigir-se a um serviço de urgência, pois se estiver mesmo a ter um infarte do miocárdio, a rapidez de atendimento pode fazer a diferença entre a vida e a morte.




Quando devo dirigir-me a um serviço de urgência?

Em primeiro lugar, é importante ter em consideração que jamais, deve tentar fazer um auto-diagnóstico e que se tem dúvidas não deve evitar em contactar um serviço de urgência ou ligar para o seu médico assistente. Este artigo serve apenas para elucidar sobre algumas situações e não para o ajudar a diagnosticar o que sente.

Comecemos então por definir as situações mais graves e, nas quais deve dirigir-se o mais rapidamente possível ao médico, através das características da dor.

Se a dor consiste mais propriamente numa sensação de peso ou aperto, for desencadeada por algum tipo de esforço físico ou problemas do foro emocional ou se se apresentar de forma difusa passando para o braço esquerdo, por vezes até para as costas, é, sem qualquer dúvida, motivo para alarme. Nestes casos, pode também ser acompanhada por suores, palpitações, falta de ar, palidez. A dor pode prolongar-se ou ter um padrão de “ir e vir”. 

Outra situação grave é a perda dos sentidos. Se está com uma pessoa que, após se queixar de dores no peito perde os sentidos, deve ligar imediatamente para o 112.

É importante definir que nem sempre esta dor é muito forte, especialmente em pacientes idosos ou diabéticos, as queixas podem traduzir-se apenas por cansaço e incómodo. Não se deixe enganar pelas aparências, não significa que a situação não seja grave.




Factores de Risco

A possibilidade de doença cardiovascular é sempre avaliada de acordo com a história clínica do paciente. A possibilidade de um paciente jovem e perfeitamente são sofrer um infarte do miocárdio é extremamente baixa, por isso, é importante saber dizer ao médico que assiste o paciente os factores que podem denunciar maior risco de problemas cardíacos.

A idade é um dos principais factores a ter em conta (começa a considerar-se factor de risco a partir dos 40 anos), bem como a presença de doenças de risco (diabetes, hipertensão arterial, elevados níveis de mau colesterol ou insuficiência renal crónica) ou mesmo, problemas cardíacos prévios.

O sedentarismo e uma dieta rica em gorduras, bem como a sua principal consequência, a obesidade, são factores de risco significativos, bem como história familiar prévia de problemas cardíacos. O tabagismo e o consumo de estupefacientes são também factores de risco significativos a considerar na avaliação médica.

É importante não esquecer que existem dezenas de possíveis causas para sentir dores no peito, mais ou menos graves, que podem ou não estar relacionadas com o coração.


O papel da ansiedade nas dores no peito

A ansiedade é actualmente, um problema de saúde pública e em franca expansão, cada vez mais casos chegam todos os dias às urgências dos nossos hospitais e as principais queixas destes doentes encontram-se a nível cardíaco. Queixam-se de dores no peito, arritmia, entre outros sintomas que jamais devem ser menosprezados, no entanto, em casos de ansiedade, os mesmos não têm qualquer fundamento do ponto de vista físico.

Muitos dos pacientes com crises de ansiedade entram nas urgências com queixas extremamente semelhantes a um infarte do miocárdio, sendo estas, a dor no peito, acompanhada de palpitações, suores, falta de ar, tonturas, vómitos, etc.

Na verdade, as estatísticas apontam para que em cerca de 1/3 dos pacientes atendidos em serviços de urgência com queixas de dores no peito,  os sintomas sejam devidos a problemas do foro psicológico. Os problemas de ansiedade e ataques de pânico são os principais, mas não os únicos responsáveis por estes números, a depressão e hipocondria estão também entre as principais causas des sintomas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Síndrome da Fadiga Crónica: Causas e Sintomas



A Síndrome da Fadiga Crónica é uma doença rara, caracterizada por uma fadiga extrema, persistente e para mais de metade dos pacientes, incapacitante, que não pode ser explicada por qualquer condição médica subjacente. Extremamente controversa, é uma doença de difícil explicação, que causa elevados níveis de frustração nos médicos, que não sabendo a causa do problema, têm dificuldade em diagnosticá-lo e não há um tratamento eficaz.



Os pacientes não encontram uma resposta satisfatória para o seu problema, o exame físico é perfeitamente normal, o que leva muitas vezes a alguma desconfiança por parte dos profissionais de saúde e dos familiares do paciente, levando a que este se sinta incompreendido e sem apoio, enquanto a sua qualidade de vida decresce repentinamente. A sensação de fadiga piora com a actividade, seja ela física ou mental, mas não se sentem melhorias com o repouso o que, muitas vezes, conduz os pacientes a quadros depressivos e de ansiedade.


Causas

As causas do problema são completamente desconhecidas, sendo que o aparecimento da mesma parece precipitado por algumas doenças e infecções, no entanto, o motivo pelo qual ela surge nalgumas pessoas e noutras não, ainda é um completo mistério. O mais provável é que a doença esteja relacionada com uma combinação de vários factores.

Na maioria dos casos, os sintomas da doença surgiram após episódios depressivos, infecções virais (grande predominância de infecções das vias respiratórias), anemia por carência de ferro, doenças auto-imunes, hipotensão crónica e fribromialgia. Durante muito tempo, acreditou-se que estava intimamente relacionada com a mononuclesose, no entanto, não há evidências que suportem esta teoria.

É comum verificar-se alterações hormonais nos pacientes com esta síndrome, mas o eventual relacionamento deste problema com a doença é desconhecido.

As estatísticas apontam para a presença de cerca de 15 000 doentes em Portugal, com uma maior incidência do problema em pessoas entre os 40 e os 50 anos, sendo raro em crianças ou idosos. Demonstram também que é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens e a maioria dos pacientes está ou esteve sujeito a uma grande carga de stress, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal.


Sintomas

Para além do elevado nível de cansaço que dá o nome há doença, os pacientes com a Síndrome da Fadiga Crónica sofrem de uma série de sintomas associados ao problema:

- lapsos de memória e dificuldade de concentração;

- dores de garganta e cabeça;

- aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas;

- dores musculares e nas articulações;

- sono recorrente e intermitente;

- exaustão extrema após o exercício físico ou mental, que dura mais de 24 horas.

Alguns pacientes apresentam ainda febre, tonturas, irritabiliade, problemas gastrointestinais e sinais de confusão mental.



É importante referir que há muitas causas possíveis para uma sensação de fadiga permanente e este é um diagnóstico feito por exclusão, ou seja, só é feito, quando não se encontra qualquer outra explicação para as queixas do doente, verificando-se em apenas 3% das pessoas com queixas de fadiga persistente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

MEDO DA DESILUSÃO



O medo da desilusão é um medo comum e recorrente em qualquer ser humano. Nada nos perturba mais do que ver as nossas esperanças irem por água abaixo sem qualquer hipótese de fazermos algo. No momento em que isso acontece, sentimos que os nossos sonhos acabaram de vez e jamais poderemos retomá-los.

É por isso que, muitas vezes, preferimos a dor de um não definitivo do que a incerteza de um talvez que pode nunca vir a acontecer e que a esperança torna numa grande desilusão, quando nos damos conta que jamais poderá ser real.

No entanto, onde é que este medo é mais forte? Teremos mais medo de desiludir os outros? Ou a nós mesmos, no confronto com eles? O que realmente nos preocupa quando tememos as opiniões e os confrontos? Talvez essa sensação de desilusão seja apenas o medo de não pertencer a um sistema no qual fomos criados e instruídos a acreditar.




O medo da desilusão está altamente relacionado com uma baixa auto-estima e com o não reconhecimento das próprias capacidades, as quais, geralmente, são bem superiores ao que nós pensamos ser possível. Nós nunca somos tão frágeis ou susceptíveis como nós mesmos acreditamos que somos.

Este é, apesar de tudo, um medo saudável e que normalmente não deveria interferir na nossa vida, mas a verdade é que interfere e muito. Com o aumento das situações em que nos sentimos desapontados, começamos a  pensar se não deveríamos evitar sonhar ou desejar fosse o que fosse. Isto leva-nos muitas vezes a perder oportunidades devido ao medo que temos de não sermos capazes e os nossos objectivos e projectos pessoais nunca chegam a sair do papel.

Esta é uma posição emocionalmente confortável, a ausência de grandes sobressaltos evita sofrimento, mas a verdade é que evita também, as grandes alegrias e os momentos de grande excitação que uma concretização nos pode proporcionar. Não há nada mais saboroso do que a realização de um projecto ou objectivo. Então, porque é que a nossa tendência é a do evitamento a todo o custo?

O ser humano desenvolve uma certa necessidade de status quo, ou seja, manutenção daquilo que tem. É uma tendência natural e perfeitamente saudável e inerente à maioria das pessoas que tentam manter a sua rotina, sem grandes abalos. O homem, enquanto ser social precisa do seu espaço, do seu grupo de relações e das tarefas que conhece bem e que deve realizar todos os dias. Cada decisão é milimetricamente pensada e a distância com que vivemos as coisas evita maior sofrimento.

Passamos todos os dias por aquela pessoa a quem lançamos um sorriso tímido e um bom dia por entre os dentes, mas jamais tentamos interagir mais do que isso. Porquê? Talvez não seja boa pessoa, talvez não esteja interessada em falar connosco, talvez... seja uma desilusão. Vale a pena arriscar e sofrer depois? Talvez sim, talvez não. Porém, raramente nos questionamos: então e se fôr uma excelente pessoa e eu estiver a perder uma oportunidade de conhecê-la?




Eu arriscaria então a dizer que o grande problema do ser humano é a falta de coragem para ser feliz. Ao longo da nossa vida, o medo, a rotina e a insegurança vence-nos muitas vezes. Demasiadas vezes. Vivemos todos os dias a planear um amanhã que poderá não vir e a sonhar em vez de realizar, porque no sonho não há desilusão possível.

Alexander Pope disse “Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões.” E eu acrescentaria: e nunca conhecerá o verdadeiro gosto da realização. 

Vivemos numa sociedade apática, que nos leva a temer tudo e todos, encaminhando-nos para a ausência de desejo e vida. Estes receios são em muitas pessoas acompanhados por uma patologia não diagnosticada, à qual se dá o nome de atelofobia. É um distúrbio de ansiedade onde o sujeito sente um medo terrível de não ser bom o suficiente e de que tudo o que faz seja errado, imperfeito ou incompleto. É um medo desenfreado, que não deixa sequer a pessoa tentar ser feliz, ou fazer alguma coisa por si ou pelos outros, pois acredita no fracasso à partida.

No entanto, acredito que muitas pessoas perdem a noção do que fazem e não compreendem que é o que se passa com elas e nesse sentido é necessário um pequeno alerta, para que não deixem a vida passar por si. Muitas vezes, este tipo de atitude está de tal forma enraizado, que será necessário algum apoio exterior. Procurar este apoio já é uma forma de lutar e de fugir dessa apatia aterradora.

Claro que, mais cedo ou mais tarde, todos vão sentir na pele essa desilusão, com maior ou menor impacto em si e na sua vida. No entanto, é preciso que mantenham em mente a necessidade de continuar a lutar e acreditar que um dia conseguirão e esse dia está mais perto do que imaginam. 

Há sempre algo pelo qual lutar, mas só quem arrisca o quebrar das correntes o consegue alcançar.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ANSIEDADE E NUTRIÇÃO: O que comer e o que evitar para controlar a ansiedade


A ansiedade é um estado psicológico que em condições severas pode tornar-se extremamente incapacitante. Para além do auxílio médico e profissional adequado, sabia que a sua alimentação pode fazer algo por si? 

Alguns alimentos quando ingeridos podem aumentar ou inibir a sensação de nervosismo e ansiedade e poderá usar esta informação a seu favor para se sentir melhor todos os dias.


café


Alimentos a Evitar


Cafeína: A cafeína é um estimulante e está fortemente associada aos estados de ansiedade. Se sofre de alguma perturbação de ansiedade, deve cortar definitivamente no café e reduzir todas as bebidas com cafeína (como chás e refrigerantes).

Açúcares Refinados: O consumo de açúcar interfere com as alterações de humor e não deve ser consumido em excesso. Ao consumi-lo, pode parecer que o ajuda a relaxar, mas em pouco tempo, a tendência inverte-se e ele acabará por desenvolver o resultado oposto. Estas oscilações provocam desequilíbrio emocional, não o ajudando a controlar a ansiedade.

Gorduras Saturadas: Alimentos como hambúrgueres, queijo e manteigas influenciam negativamente o seu organismo, desregulando o humor.

Álcool: Favorece as alterações de humor.


alimentos contra a ansiedade


Alimentos que Ajudam no Controle da Ansiedade


Sumo de Maracujá: O sumo de maracujá possui propriedades calmantes e ansiolíticas. Por já ser uma fruta bastante doce, deve evitar pôr açúcar no mesmo.

Chá de Camomila: Este chá tem uma acção calmante bastante conhecida.

Alface: A alface não só é sua amiga na hora de emagrecer como possui algumas capacidades essenciais ao controlo da ansiedade, ela ajuda a relaxar os músculos e o sistema nervoso.

Cereais Integrais, Frutas e Legumes em Geral: Estes alimentos são ricos em hidratos de carbono, que não só ajudam a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, como também aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor com efeitos calmantes sobre o organismo.

Ovos: Fonte de vitaminas do complexo B, a ingestão de 2 ovos por semana ajuda a combater a ansiedade, a depressão e a apatia.

Maçã: Rica em fibras, hidratos de carbono, zinco e selénio. Ajuda ao relaxamento.

Uvas: Também ricas em vitaminas do complexo B, contribuem significativamente para o funcionamento do sistema nervoso central.

Mel: Produtor de serotonina, ajuda a regular as mudanças de humor.

Laranja: Fonte de vitaminas e cálcio, ajuda a relaxar os músculos, combate o stress e a fadiga.

Alimentação que Cura

O conhecimento adequado de alguns princípios nutricionais e dos alimentos é fundamental para manter a saúde do nosso corpo e, também, da nossa mente.

A ansiedade é uma doença potencialmente incapacitante e toda a ajuda é bem-vinda. Não se esqueça desta lista e comece a sentir-se melhor já hoje.



sábado, 29 de agosto de 2015

Ansiedade e Medicação: Solução ou Problema?

Se sofre de ansiedade, é possível que o seu médico já lhe tenha sugerido tomar medicamentos como forma de o ajudar a ultrapassar o problema. No entanto, a medicação psiquiátrica gera muitas dúvidas e desconfianças, pelo que informar-se poderá ajudá-lo a encarar o tratamento de forma mais tranquila e segura e decidir de forma consciente se esta é a melhor opção para si.




Porquê medicação?


Quando nos receitam um medicamento, há a tendência natural de tentar compreender por que precisamos dele. 

No caso dos ansiolíticos, o primeiro tratamento é, muitas vezes, a psicoterapia, baseada no diálogo; no entanto, esta pode revelar-se insuficiente para a gravidade da situação. Nesses casos, é necessário recorrer à medicação para obter um efeito mais imediato.

Esta impede que a ansiedade excessiva se torne um entrave ainda maior no relacionamento com os outros e na realização das suas actividades diárias.


De que forma é que este tipo de medicação actua?


O medicamento vai reduzir a ansiedade, promovendo calma interior e bem-estar. 

Induz ao relaxamento muscular e ainda facilita o sono, indispensável ao bom funcionamento do seu organismo.


E quanto aos efeitos secundários?


De modo geral, a medicação é bem tolerada pelo organismo, tendo em conta que o seu médico irá prescrever o que mais se adequa ao seu caso. No entanto, é natural que, como em qualquer outro medicamento, surjam alguns efeitos secundários, como sonolência ou sensação de fadiga. 

Qualquer alteração que sinta deve ser comunicada imediatamente ao seu médico, para que este possa rever ou adaptar a sua receita.

Não se esqueça, ainda, de que alguns efeitos secundários devem-se a interacções do medicamento com outros que esteja a tomar. Informe o médico sobre todos os medicamentos que está a tomar no momento e nunca misture um ansiolítico com o consumo de álcool.


E se acontecer novamente?


A prescrição médica deve ser seguida com todo o cuidado, respeitando as dosagens. 

Outra questão importante é: não deve voltar a tomar um medicamento apenas porque já o tomou anteriormente. Se o médico o aconselhou a parar e os sintomas voltaram, deve consultar-se com ele o mais depressa possível, em vez de recorrer à automedicação. 

Só o profissional de saúde sabe se a medicação ainda está adequada, consoante a evolução da sua condição.


Por que se ouvem tantas críticas aos ansiolíticos?


Na sua grande maioria, as críticas devem-se ao facilitismo com que recorremos a este tipo de medicação hoje em dia. É uma forma rápida e eficaz de aliviar o sofrimento, sem grande esforço e, muitas vezes, acaba por ser utilizada de forma leviana. 

Os ansiolíticos podem provocar dependência, levando o paciente a perder a sua autonomia de reacção e a capacidade de enfrentar a vida diária. Por isso, é importante que respeite minuciosamente o tempo determinado pelo seu médico, recorrendo à medicação apenas numa situação grave e não como forma de evitar todo e qualquer mal-estar provocado pela vida quotidiana.


O aconselhamento médico é sempre o primeiro passo


A maior parte das pessoas com ansiedade começa a sentir-se melhor e retoma as suas actividades normais ao fim de poucas semanas de tratamento, pelo que, perante os primeiros sintomas, deve recorrer o mais rapidamente possível ao aconselhamento médico.

Quanto mais cedo for detectado o problema, melhor. É ainda de referir os bons resultados obtidos com o tratamento combinado (psicoterapia e medicação).




terça-feira, 25 de agosto de 2015

4 Situações de Risco para Pessoas Ansiosas (e como lidar com elas)

Ao longo da nossa vida é impossível evitar todos as situações potenciadoras de ansiedade e para uma pessoa que já tem problemas nesse campo, estas podem tornar-se verdadeiramente aterrorizantes.

De seguida, apresento 4 situações comuns e potencialmente geradoras de grandes níveis de ansiedade, bem como, a melhor maneira de lidar com cada uma delas.



Situações de Ansiedade


1. Entrevista de Emprego


Uma entrevista de emprego, por mais confiança que tenhamos em nós mesmos, é sempre uma situação geradora de stress e ansiedade. Várias questões surgem na nossa mente, e a incerteza sobre o que iremos encontrar torna-a debilitante para uma pessoa especialmente ansiosa.

O que devo fazer: 

Prepare-se para a entrevista com antecedência. Procure toda a informação disponível sobre a empresa e prepare as respostas às principais questões que imagine que lhe possam colocar. Pense bem nas exigências do novo emprego e nas suas capacidades e mantenha em mente a melhor forma de apresentá-las ao(à) entrevistador(a).


Chegue ao local combinado com alguma antecedência; atrasos geram ainda mais ansiedade. Quando estiver prestes a entrar na sala de entrevista, concentre-se na sua respiração, mantendo-a profunda e pausada. Enfrente a situação com um sorriso e não se esqueça de não exigir demasiado de si mesmo.




2. Problemas Financeiros


A antevisão de problemas do foro financeiro é especialmente stressante, dados os muitos encargos que a vida nos impõe. 

As notícias constantes sobre a crise económica e as medidas governamentais de austeridade colocam um peso ainda maior nos nossos ombros e, muitas vezes, não sabemos como lidar com ele.


O que devo fazer: 


Quando sentir uma crise de ansiedade a chegar, pare e relaxe por uns segundos. 

Tome um banho morno e faça um pouco de meditação, o que o ajudará a limpar a mente e a clarificar as ideias. 

Lembre-se de que quanto mais calmo estiver, mais facilmente conseguirá gerir a situação e encontrar medidas criativas para ultrapassá-la.




3. Discussões Matrimoniais


As discussões e conflitos são sempre elevados geradores de ansiedade, principalmente quando ocorrem com alguém que tem grande importância para nós. 

No entanto, é de lembrar que são normais e fazem parte de qualquer relação, e quanto mais stressado e ansioso se sentir, maior a probabilidade de uma nova discussão.


O que devo fazer: 


Concentre-se na sua própria respiração e no seu ritmo cardíaco. 

Uma vez que o tenha feito, tente recordar os bons momentos que passou ao lado da pessoa e os sentimentos que vivenciou na altura. 

Deixe-se invadir pelo sentimento de serenidade e prazer que eles lhe transmitem e, em seguida, tente conversar de forma mais calma e serena e agir de modo construtivo.




4. Despedimentos no Local de Trabalho


Com a dificuldade que sentimos em encontrar novos empregos, os anúncios de despedimento na nossa empresa são sempre um momento de grande nervosismo e ansiedade. É impossível não se perguntar: serei eu o próximo? No entanto, actualmente, esta é uma situação cada vez mais frequente e com a qual temos de lidar.


O que devo fazer: 


Em primeiro lugar, deve preparar-se psicologicamente para qualquer desfecho da situação. 

Pondere objectivamente a probabilidade de conservar ou não o seu emprego e em seguida reflita sobre o que pode fazer para melhorar essa probabilidade ou, pelo menos, minorar as consequências do despedimento.

Tenha sempre em conta que mudar rotinas e refazer a sua vida nem sempre é negativo e pode trazer-lhe algo de bom.


Quando o alerta se transforma em oportunidade de mudança

Em diferentes momentos da vida, somos expostos a situações que desafiam o nosso equilíbrio emocional e despertam respostas de ansiedade. Embora esta seja uma reação natural do organismo perante o risco ou a incerteza, quando se torna frequente ou intensa, pode afetar o bem-estar e a qualidade de vida . Reconhecer os contextos que potenciam essa resposta é, por isso, um passo essencial para prevenir o agravamento dos sintomas.

Mais do que evitar essas situações, é fundamental aprender a lidar com elas de forma consciente, desenvolvendo estratégias de adaptação e procurando apoio sempre que necessário. 

A ansiedade não precisa ser um obstáculo permanente — pode, antes, ser um sinal de alerta que nos convida a cuidar melhor de nós próprios e a encontrar novos caminhos para o equilíbrio emocional.