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terça-feira, 25 de agosto de 2015
4 Situações de Risco para Pessoas Ansiosas (e como lidar com elas)
Ao longo da nossa vida é impossível evitar todos as situações potenciadoras de ansiedade e para uma pessoa que já tem problemas nesse campo, estas podem tornar-se verdadeiramente aterrorizantes.
De seguida, apresento 4 situações comuns e potencialmente geradoras de grandes níveis de ansiedade, bem como, a melhor maneira de lidar com cada uma delas.
1. Entrevista de Emprego
Uma entrevista de emprego, por mais confiança que tenhamos em nós mesmos, é sempre uma situação geradora de stress e ansiedade. Várias questões surgem na nossa mente, e a incerteza sobre o que iremos encontrar torna-a debilitante para uma pessoa especialmente ansiosa.
O que devo fazer:
Prepare-se para a entrevista com antecedência. Procure toda a informação disponível sobre a empresa e prepare as respostas às principais questões que imagine que lhe possam colocar. Pense bem nas exigências do novo emprego e nas suas capacidades e mantenha em mente a melhor forma de apresentá-las ao(à) entrevistador(a).
Chegue ao local combinado com alguma antecedência; atrasos geram ainda mais ansiedade. Quando estiver prestes a entrar na sala de entrevista, concentre-se na sua respiração, mantendo-a profunda e pausada. Enfrente a situação com um sorriso e não se esqueça de não exigir demasiado de si mesmo.
2. Problemas Financeiros
A antevisão de problemas do foro financeiro é especialmente stressante, dados os muitos encargos que a vida nos impõe.
As notícias constantes sobre a crise económica e as medidas governamentais de austeridade colocam um peso ainda maior nos nossos ombros e, muitas vezes, não sabemos como lidar com ele.
O que devo fazer:
Quando sentir uma crise de ansiedade a chegar, pare e relaxe por uns segundos.
Tome um banho morno e faça um pouco de meditação, o que o ajudará a limpar a mente e a clarificar as ideias.
Lembre-se de que quanto mais calmo estiver, mais facilmente conseguirá gerir a situação e encontrar medidas criativas para ultrapassá-la.
3. Discussões Matrimoniais
As discussões e conflitos são sempre elevados geradores de ansiedade, principalmente quando ocorrem com alguém que tem grande importância para nós.
No entanto, é de lembrar que são normais e fazem parte de qualquer relação, e quanto mais stressado e ansioso se sentir, maior a probabilidade de uma nova discussão.
O que devo fazer:
Concentre-se na sua própria respiração e no seu ritmo cardíaco.
Uma vez que o tenha feito, tente recordar os bons momentos que passou ao lado da pessoa e os sentimentos que vivenciou na altura.
Deixe-se invadir pelo sentimento de serenidade e prazer que eles lhe transmitem e, em seguida, tente conversar de forma mais calma e serena e agir de modo construtivo.
4. Despedimentos no Local de Trabalho
Com a dificuldade que sentimos em encontrar novos empregos, os anúncios de despedimento na nossa empresa são sempre um momento de grande nervosismo e ansiedade. É impossível não se perguntar: serei eu o próximo? No entanto, actualmente, esta é uma situação cada vez mais frequente e com a qual temos de lidar.
O que devo fazer:
Em primeiro lugar, deve preparar-se psicologicamente para qualquer desfecho da situação.
Pondere objectivamente a probabilidade de conservar ou não o seu emprego e em seguida reflita sobre o que pode fazer para melhorar essa probabilidade ou, pelo menos, minorar as consequências do despedimento.
Tenha sempre em conta que mudar rotinas e refazer a sua vida nem sempre é negativo e pode trazer-lhe algo de bom.
Quando o alerta se transforma em oportunidade de mudança
Em diferentes momentos da vida, somos expostos a situações que desafiam o nosso equilíbrio emocional e despertam respostas de ansiedade. Embora esta seja uma reação natural do organismo perante o risco ou a incerteza, quando se torna frequente ou intensa, pode afetar o bem-estar e a qualidade de vida . Reconhecer os contextos que potenciam essa resposta é, por isso, um passo essencial para prevenir o agravamento dos sintomas.
Mais do que evitar essas situações, é fundamental aprender a lidar com elas de forma consciente, desenvolvendo estratégias de adaptação e procurando apoio sempre que necessário.
A ansiedade não precisa ser um obstáculo permanente — pode, antes, ser um sinal de alerta que nos convida a cuidar melhor de nós próprios e a encontrar novos caminhos para o equilíbrio emocional.
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