Mostrar mensagens com a etiqueta auto-estima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta auto-estima. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Resiliência - o segredo da felicidade

 


A resiliência é a capacidade humana de se adaptar às adversidades - doença, problemas financeiros, mudanças repentinas - recuperando o anterior equilíbrio. 

Sobretudo nas mudanças mais duras, uma pessoa resiliente procura formas estratégicas para enfrentar e superar os problemas, encontrando soluções criativas. Mais importante ainda, não desiste quando estas não funcionam.

Factores de Resiliência

O sofrimento e a dor são partes inevitáveis da condição humana e são responsáveis pelo nosso crescimento e pela formação da nossa personalidade. Ajudam-nos a estabelecer empatia e aumentam a nossa tolerância à frustração, sendo fundamentais para o nosso desenvolvimento. 

Ser resiliente dá-nos a capacidade de encarar as situações menos boas de uma forma positiva. Essa capacidade é composta por uma série de factores que podem ser desenvolvidos e trabalhados diaramente por cada um de nós.  

Lidar com as emoções

Não se trata de controlar o que sentimos, mas sim, como o sentimos. Perante uma situação de stress, podemos perder a cabeça e a razão. Entramos num estado de tal forma alterado que mal conseguimos pensar. Alternativamente, podemos manter a calma e tentar arranjar uma solução para o problema.

Uma pessoa resiliente consegue gerir estas emoções fortes e reorientar o comportamento para o resultado evitando o desgaste emocional, não apenas o seu, mas o dos que convivem consigo.

Controle dos Impulsos

As emoções despertam os impulsos e é importante conseguir controlá-los, não nos deixando levar excessivamente por eles. O controle dos impulsos ajuda a regular as emoções, permitindo-nos uma vivência mais saudável e equilibrada das mesmas. 

Assim sendo, conseguimos, perante uma situação difícil, ter um maior grau de compreensão e sensibilidade para lidar com a mesma.

No entanto, tenha em mente que isto não significa impedir-se de sentir, nem ignorar a tensão acumulada. A tensão acumula-se fisicamente e pode gerar um sem número de problemas de saúde, quer do foro físico, quer mental. Certifique-se que tem alternativas para aliviar essa tensão e expressar as suas emoções. A prática de exercício físico é uma excelente forma de o fazer.

Optimismo e Bom Humor

O optimismo é fundamental para manter a sanidade mental em tempos de crise. Acreditar que as coisas vão melhorar é vital para evitar ser invadido pelo desespero. Este, não só prejudica a nossa saúde, como nos faz desistir. Desistimos, inclusivamente, de tentar. 

O optimisto está intimamente relacionado com a competência social e proatividade, fundamentais para solucionar problemas.

O bom humor é também um excelente aliado. Ter resiliência é saber rir de nós próprios e não levar demasiado a sério aquilo que não é demasiado sério. Uma pessoa resiliente em vez de se vitimizar tende a desdramatizar a situação e encará-la de forma pró-activa, procurando soluções.

Análise do Ambiente

Quando sentimos que o mundo inteiro está contra nós e nada do que façamos dá certo, é preciso parar. A resiliência dá-nos a capacidade de identificar de forma precisa e objectiva a razão dos problemas e adversidades. Isto facilita a procura de soluções, mas também nos coloca numa posição em que podemos proteger-nos um pouco mais, em vez de nos expormos ao perigo. 

Empatia

A empatia permite-nos compreender os estados emocionais das outras pessoas, identificá-los e senti-los. É uma capacidade fundamental para o equilíbrio da vida em sociedade e extraordinariamente importante para a construção da nossa resiliência.

Identificar sentimentos e emoções ajuda-nos a compreender e dar um significado aos acontecimentos e às reacções das outras pessoas. Também nos possibilita a criação de vínculos mais satisfatórios e duradouros, sem receios ou medo de fracassar.

Autoeficácia

A autoeficácia é a crença que temos nas nossas próprias capacidades para planear e executar as ações necessárias para atingir os nossos objectivos. Está intimamente relacionada com a autoconfiança e ajuda-nos a ter uma postura mais pró-activa na resolução dos problemas. 

Em vez de se perguntar “porquê eu?”, uma pessoa com elevada autoeficácia pergunta-se “O que posso fazer para melhorar?”. Aprender com os erros e desenvolver as nossas competências ajuda-nos a diminuir a ansiedade sobre o futuro. 

Aumentar a capacidade de resiliência

A capacidade de resiliência não é algo estanque. Não é algo que nasce connosco. Pode ser trabalhada e desenvolvida no nosso dia a dia. Quer seja um pequeno contratempo, ou um grande problema, uma situação menos boa ajuda-nos a desenvolver resiliência. Tudo depende da forma como a encaramos, como lidamos com ela e se procuramos soluções.

O apoio dos familiares e amigos, bem como o nosso esforço pessoal para melhorar, são grandes aliados neste percurso de auto-conhecimento.

Desafios constantes

Os nossos dias estão repletos de desafios e obstáculos que exigem resiliência. Uma adequada estabilidade emocional é o primeiro passo e, para isso, é preciso cuidar de nós e da nossa saúde mental.

Desenvolver a resiliência melhora a nossa forma de estar e encarar a vida, dá mais sentido e harmonia às nossas relações e contribui para o nosso bem-estar geral. Afinal de contas, como diz a música, “é preciso saber viver”.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Síndrome de Burnout - O esgotamento no trabalho



Todos nós conhecemos o stress do dia a dia no emprego, as situações quase limite com que temos de lidar e o excesso de competitividade que quase nos enlouquece dia após dia, mas se se sente à beira do abismo, dê um grande passo atrás e faça uma pausa - você pode estar a sofrer de Síndrome de Burnout.




Esta síndrome é caracterizada por um cansaço extremo, resultante do acumular de situações stressantes e emocionalmente exigentes em contexto laboral, resultantes do excesso de trabalho, muitas vezes em más condições para o exercício da actividade.

A competitividade excessiva, a procura da perfeição ou a extrema insegurança e necessidade de aprovação, arrasta todos os anos, milhares de pessoas para este quadro.


Características do Burnout

Os principais sintomas associados à síndrome são o cansaço excessivo (físico e mental), insónia, dores de cabeça frequentes e dificuldade de concentração, sensação de desespero e pessimismo constante, alterações significativas de humor e problemas gastrointestinais, dores musculares e aumento da tensão arterial.

Muitas vezes ignorada pelo próprio paciente e até pelos profissionais de saúde, sendo eles próprios vítimas frequentes do problema, a Síndrome de Burnout pode conduzir o paciente a quadros graves de depressão, enxaquecas e abuso de substâncias.


Fugir ao esgotamento

Uma vez instalada, a Síndrome de Burnout vai diminuir de forma muito significativa a produtividade do doente no trabalho e a sua qualidade de vida no geral. Tratamento farmacológico e psicoterapia serão necessários para uma recuperação gradual do seu estado saudável. Tratamentos longos, dispendiosos e, no que diz respeito aos fármacos, com possíveis efeitos secundários.

Assim sendo, é importante que tenhamos uma atitude preventiva e procuremos em cada fase da nossa vida equilibrar o trabalho, o lazer e a família, de forma a podermos disfrutar dos pequenos prazeres da vida a cada momento.

Tenha objectivos, delimite-os de forma realista e consistente e trabalhe neles de forma responsável e nunca, até à exaustão.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Depressão Crónica ou a Eterna Melancolia



Melancolia, um sentimento muito explorado pelos escritores românticos como o êxtase do amor, pode na verdade, revelar um problema de saúde psicológico que poucos levam a sério.

Segundo a OMS, estima-se que 340 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de depressão. A apatia e a falta de energia acompanham os quadros de depressão, já nada parece dar prazer e tudo é feito com muito sacrifício tornando-a uma doença bastante incapacitante.

Há pessoas que vivem assim toda a sua vida, muitas vezes, sem que ninguém à sua volta dê por isso.




Distimia - A Depressão Invisível

Ainda há muita desinformação sobre a depressão, deixando os doentes ainda mais vulneráveis. A maioria das pessoas ainda associa uma depressão a tristeza e lágrimas e o doente depressivo recebe com frequência comentários como “tu não pareces deprimido” de alguém que, propositadamente ou não, ignora o seu profundo sofrimento. A depressão crónica, bem mais comum do que se poderia pensar, é uma grande vítima desta desinformação.

Geralmente, com sintomas menos óbvios, a distimia parece ser uma forma de depressão mais “leve”, onde o doente, com esforço, consegue cumprir com a sua rotina, muitas vezes, ignorando ele mesmo o facto de estar doente.

São situações prolongadas que podem durar anos ou décadas e por isso, os sintomas acabam, na maioria das vezes, por ser vistos pelos outros como traços de personalidade do doente. Nada mais errado. O doente com distimia está em grande sofrimento e muitas vezes, ocorrem episódios de Depressão Major associados.

O “mau humor”, a falta de auto-estima e o pessimismo em relação a tudo são uma constante e o indivíduo com Distimia é incapaz de lutar contra elas, deixando-se arrastar através dos dias com todo esse peso nas costas.

Reconhecer que esses sintomas não são “normais” é o primeiro passo para uma mudança e a ajuda profissional é fundamental para ultrapassar o problema.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

PREVENÇÃO VS. TRATAMENTO



Na saúde mental, como na física, o prognóstico da doença é tanto mais favorável, quanto mais cedo a mesma for diagnosticada, sendo que todos reconhecemos o papel fundamental da prevenção de doenças crónicas e incapacitantes. No entanto, o fraco investimento e a escassa informação, faz com que grande parte da população não tenha uma atitude preventiva em relação à sua própria saúde.

Com o estilo de vida pouco saudável e cada vez mais sedentário da nossa sociedade, o aumento de doenças crónicas incapacitantes disparou nas últimas décadas, trazendo consequências sociais e financeiras para todos.

Em 2011, estimava-se que cerca de 40% da população portuguesa sofresse de algum tipo de doença prolongada, crónica ou incapacitante, sendo que a taxa de incidência era claramente superior em indivíduos do sexo feminino. Se nos focarmos na população com mais de 58 anos, este valor dispara para 68,8% (para dados mais atualizados, consulte o site do Instituto Nacional de Estatística).

Os gastos económicos com a saúde disparam, as famílias perdem a capacidade, não só financeira, mas também emocional para gerir e acompanhar o familiar doente e as instituições criadas para o efeito tornam-se locais insalubres e superlotados.


Benefícios da prevenção


1. Viabilidade Financeira

Apesar de não gostarmos de falar no assunto, principalmente quando se trata da nossa saúde, a verdade é que a doença crónica custa todos osanos milhares de euros ao Estado, bem como ao próprio doente e à sua família.

Os medicamentos e os profissionais de saúde, muitas vezes com necessidade de estarem presentes 24 horas por dia, bem como as alterações físicas da residência a que muitas doenças obrigam, são uma verdadeira dor de cabeça para muitas famílias que se vêem obrigadas a contrair dívidas de modo a proporcionar alguma qualidade de vida ao doente crónico.


2. Auto-estima

Este é um ponto fácil de entender para a maioria das pessoas e um problema grave e de grande impacto no doente que se vê privado das suas anteriores capacidades. A doença crónica impede, muitas vezes, que o doente possa realizar as actividades que mais gosta e que lhe dão prazer, afasta-o dos amigos e muitas vezes até da família. Com o tempo, a incapacidade pode atingir mais de 90% e muitas vezes, o doente tem de ser institucionalizado, pois os familiares já não são capazes de dar resposta às suas necessidades.

Assim, à doença já diagnosticada juntam-se problemas como a depressão e a ansiedade, agravando consideravelmente o estado de saúde da pessoa e a sua eventual melhoria. Muitas destas pessoas tornam-se mais agressivas e isolam-se do mundo, devido à frustração que sentem pela sua posição dependente, vista por elas, muitas vezes, como humilhante.

Quanto mais activa foi a pessoa, antes de contrair a doença, maior a dificuldade em lidar com esta situação.


3. Independência

Não há nada melhor do que sermos independentes e dotados de liberdade para ir e vir, para fazer as nossas escolhas e tomar as nossas decisões, sem termos de recorrer constantemente aos outros. 

Por muito que nos custe fazer mais exercício físico, ou seguir aquela dieta mais restritiva, a verdade é que é bem mais complicado gerir uma doença crónica e potencialmente incapacitante que nos vai obrigar a sacrifícios bem maiores do que esses.


4. Facilidade

Apesar de todas as desculpas que damos, a nós mesmos e ao mundo, a verdade é que é muito mais fácil realizar essa prevenção do que, mais tarde, realizar o tratamento.

Este ocupa-nos mais tempo, poderá ser incómodo ou doloroso e muitas vezes, prejudica outros pontos do nosso organismo, agravando ainda mais o nosso estado de saúde.


5. Qualidade de Vida

Por fim, basta-nos apenas dizer que a prevenção da doença faz-nos ganhar qualidade de vida no geral.

Temos mais tempo para nós e para os que nos são próximos, podemos realizar as nossas actividades preferidas sem limitações e evitamos muitas horas de tempo perdido nas salas de espera dos hospitais e centros de saúde.

Para além do mais, não há nada no mundo melhor do que nos sentirmos bem e livres.