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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Tudo o que precisa saber sobre a Meningite W




Observámos recentemente uma corrida desenfreada às farmácias em busca da vacina para protecção contra a Meningite W, provocando ruptura de stock da mesma. O pânico alastrou em muitos pais quando notícias do aumento de casos deste subtipo da doença chegaram à comunicação social. Terá todo este alarido razão de ser?

Meningite - principais preocupações 


A meningite é uma inflamação das meninges (membranas protectoras do cérebro e espinal medula) e pode ocorrer devido a uma larga variedade de factores.

Por ser uma doença grave, com elevada mortabilidade e morbilidade, a meningite é vista com muito receio entre a generalidade da população. Facilmente transmissível de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva ou secreção expelidas ao falar, tossir, espirrar ou beijar, é uma das principais preocupações de pais de crianças pequenas. 

Apesar de existirem várias recomendações no sentido de prevenir a doença, apenas a vacinação é realmente eficaz na hora de evitá-la. Dados governamentais relativos ao subtipo C demonstram bem este facto. Em 2002 foram diagnosticados 78 casos de Meningite C em Portugal. Em 2006, a vacina para combater este subtipo entrou para o Plano Nacional de Vacinação e em 2010 foram diagnosticados apenas 6 casos. 

Nimenrix - Sim ou Não?


Esta palavra, recentemente entrada no vocabulário da população geral é o nome da vacina que nos protege da Meningite W. Não havendo uma resposta absoluta à questão “Devemos ou não dar a vacina aos nossos filhos?”, alguma informação poderá ser útil na altura da decisão.

Em primeiro lugar, é importante saber que existem 12 subtipos ou serogrupos da doença, sendo que os mais comuns são o A, B, C, W e Y. A vacina Nimenrix fornece protecção contra os grupos A, C, W e Y.

Muitas pessoas se questionam actualmente porque a dita vacina não se encontra no Plano Nacional de Vacinação. É importante compreender que estamos a falar de um total de 8 casos numa população de cerca de 11 milhões de habitantes, o que não coloca a doença como uma ameaça à saúde pública.

Faz sentido a corrida à vacina?


Independentemente da sua escolha em relação à administração da vacina, nada parece justificar a corrida desenfreada à mesma. O aumento de casos relatado na comunicação social, apesar de estatisticamente significativo (60%), quando traduzido em números reais dá-nos uma perspectiva bem diferente: tivemos um aumento global de 5 para 8 casos.

Outro dado a ter em conta na hora de correr à farmácia é que todos os casos relatados ocorreram em adultos e não em crianças, pelo que não estamos em perigo de surto eminente em creches e infantários, como alguns pais em pânico acreditam.

No entanto, as estatísticas valem o que valem e nunca sabemos se seremos nós o caso num milhão. É de referir que existem alguns factores que se revelaram de maior risco para a aquisição da doença:

  • ter menos de um ano
  • ter o sistema imunitário em baixo
  • ter entre 16 e 23 anos
  • haver um surto da doença na comunidade


A opinião dos pediatras


Estamos numa fase de desenvolvimento enquanto sociedade em que muitos de nós queremos estar protegidos de tudo, enquanto alguns grupos se recusam a vacinar os filhos. Estas ideias contraditórias geram diversos conflitos e, muitas vezes, são a base para situações de pânico desnecessárias

A vacina Nimenrix não esgotou apenas em Portugal, mas em praticamente todos os países onde é comercializada. Estaremos a exagerar na preocupação?

Na sua generalidade, os pediatras são a favor da vacinação. Apesar de rara, a doença apresenta uma taxa de mortalidade entre os 10 e 15% e sequelas permanentes em 20 a 25% dos pacientes. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, estamos a falar de uma taxa de mortabilidade muito superior à apresentada pelo sorotipo mais frequente - Meningite B - que se situa nos 7%.

Ponderando todos estes dados, a vacinação parece ser uma boa opção, mas provavelmente, não será necessário todo o pânico e corrida desenfreada às farmácias que se verificou.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Prevenir a Meningite


Como vimos no post anterior, a Meningite é uma inflamação nas meninges que ocorre devido a diversos factores e pode ter consequências muito graves, até mesmo, ser fatal.

É importante ter em conta que são vários os chamados factores de risco para a contracção da doença e devemos ter especial cuidado com os que se encaixam neles.




A idade é um factor de risco a ter em conta, dependendo do tipo de meningite, daí a importância de dar informação à população, para que se protejam e reconheçam os primeiros sintomas.

Cada vez mais, a maioria da população vive em grandes centros urbanos, frequenta espaços fechados e com demasiada gente, sendo esses os principais factores de risco para o contrair da meningite. Junte-se a isso um sistema imunitário comprometido e temos a situação perfeita para a proliferação da doença.

Como pode ver, nem sempre é possível evitar os factores de risco, por isso, devemos ter uma atitude de prevenção activa, muito importante, dada a gravidade que a doença pode impor.


Prevenção

Prevenir a meningite passa muitas vezes por tornar numa rotina, os hábitos básicos de higiéne que todos conhecemos. 

Assim, sempre que tosse ou espirra deve cobrir a boca e nariz com as mãos, que devem ser lavadas frequentemente. Não partilhe objectos de uso pessoal, como copos, escovas de dentes, cigarros, etc…

O seu sistema imunitário é o seu melhor amigo, cuide bem dele e tenha consulta regulares com o seu médico.

E por fim, o mais importante: vacinação sempre!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Meningite: Principais tipos e sintomas

A meningite é um daqueles nomes assustadores que fazem, especialmente os pais de crianças pequenas, arrepiarem-se. É uma doença, infelizmente, ainda comum, que pode trazer complicações graves, crónicas e até mesmo, ser fatal.


A meningite é uma inflamação das meninges, que envolvem e protegem o cérebro e a espinal medula. Vários são os motivos para que ocorra e dependendo do que originou o problema, então definimos o tipo de meningite.


Principais tipos de meningite


Viral

Esta é, sem dúvida, a mais comum forma de meningite, especialmente em crianças com idade inferior a 6 anos. Felizmente, é também a menos perigosa forma da doença, muitas vezes, nem se recorre a tratamento medicamentoso, apenas a nível sintomático e o nosso organismo trata do resto. Surge, mais frequentemente no final do Verão ou início do Outono.


Bacteriana

Esta é a forma mais perigosa da doença e é mais comum em jovens adultos, na casa dos 20 anos. É provocada por uma bactéria (há varias bactérias diferentes, capazes de desencadear a doença) que após entrar no nosso organismo, viaja pela corrente sanguínea até ao cérebro.

A forma mais frequente disto ocorrer é após uma infecção no ouvido ou uma fratura. Embora mais rara, pode também ocorrer após uma cirurgia. 

Como disse, há diferentes tipos de bactérias que podem desencadear uma meningite e apesar de ser mais frequente na população jovem, a bactéria Listeria monocytogenes, especificamente, faz muitas vítimas entre a população mais idosa, sendo também muito frequente em grávidas.


Fúngica

Este é o tipo mais raro, no entanto, não menos importante. Pode conduzir a quadros crónicos da doença e pode apresentar quadros muito semelhantes à bacteriana. No entanto, não é transmissível de pessoa para pessoa.



Principais Sintomas

Numa fase inicial da doença, os sintomas poderão ser muito semelhantes aos de uma gripe comum, porém, e devido à potencial gravidade do problema, é importante estar atento aos mais pequenos pormenores.




Nos casos mais graves, os sintomas podem evoluir em menos de 24 horas, por isso, quanto mais cedo detectarmos a doença, melhor.

Assim, aqui fica uma pequena lista de sintomas, aos quais devemos estar atentos:

- febre alta e repentina
- forte dor de cabeça
- pescoço rígido
- náuseas e vómitos
- confusão mental e dificuldade de concentração
- convulsões
- sonolência
- fotossensibilidade
- falta de apetite
- manchas vermelhas na pele

Na dúvida, é importante consultar um médico o mais depressa possível. Mesmo os casos mais graves e potencialmente fatais da doença, podem ter tratamento se for detectada a tempo.