segunda-feira, 14 de maio de 2018

Meningite: Principais tipos e sintomas

A meningite é um daqueles nomes assustadores que fazem, especialmente os pais de crianças pequenas, arrepiarem-se. É uma doença, infelizmente, ainda comum, que pode trazer complicações graves, crónicas e até mesmo, ser fatal.


A meningite é uma inflamação das meninges, que envolvem e protegem o cérebro e a espinal medula. Vários são os motivos para que ocorra e dependendo do que originou o problema, então definimos o tipo de meningite.


Principais tipos de meningite


Viral

Esta é, sem dúvida, a mais comum forma de meningite, especialmente em crianças com idade inferior a 6 anos. Felizmente, é também a menos perigosa forma da doença, muitas vezes, nem se recorre a tratamento medicamentoso, apenas a nível sintomático e o nosso organismo trata do resto. Surge, mais frequentemente no final do Verão ou início do Outono.


Bacteriana

Esta é a forma mais perigosa da doença e é mais comum em jovens adultos, na casa dos 20 anos. É provocada por uma bactéria (há varias bactérias diferentes, capazes de desencadear a doença) que após entrar no nosso organismo, viaja pela corrente sanguínea até ao cérebro.

A forma mais frequente disto ocorrer é após uma infecção no ouvido ou uma fratura. Embora mais rara, pode também ocorrer após uma cirurgia. 

Como disse, há diferentes tipos de bactérias que podem desencadear uma meningite e apesar de ser mais frequente na população jovem, a bactéria Listeria monocytogenes, especificamente, faz muitas vítimas entre a população mais idosa, sendo também muito frequente em grávidas.


Fúngica

Este é o tipo mais raro, no entanto, não menos importante. Pode conduzir a quadros crónicos da doença e pode apresentar quadros muito semelhantes à bacteriana. No entanto, não é transmissível de pessoa para pessoa.



Principais Sintomas

Numa fase inicial da doença, os sintomas poderão ser muito semelhantes aos de uma gripe comum, porém, e devido à potencial gravidade do problema, é importante estar atento aos mais pequenos pormenores.




Nos casos mais graves, os sintomas podem evoluir em menos de 24 horas, por isso, quanto mais cedo detectarmos a doença, melhor.

Assim, aqui fica uma pequena lista de sintomas, aos quais devemos estar atentos:

- febre alta e repentina
- forte dor de cabeça
- pescoço rígido
- náuseas e vómitos
- confusão mental e dificuldade de concentração
- convulsões
- sonolência
- fotossensibilidade
- falta de apetite
- manchas vermelhas na pele

Na dúvida, é importante consultar um médico o mais depressa possível. Mesmo os casos mais graves e potencialmente fatais da doença, podem ter tratamento se for detectada a tempo.

sábado, 28 de abril de 2018

3 erros que cometemos na hora de perder peso


Perder peso tem vindo a ser um grande desafio para a maioria das pessoas nos últimos 50 anos. A nossa alimentação é péssima, o nosso estilo de vida é sedentário, nada nos ajuda e a pressão para o corpo perfeito é grande. Nos últimos anos, percebeu-se também que o excesso de peso é um inimigo aguerrido da nossa saúde e portanto, a luta contra ele, tornou-se ainda maior.


Muitas vezes, o desespero leva-nos a fazer coisas que não devíamos, que nos prejudicam ainda mais, não só por serem prejudiciais para a saúde, mas também, porque mesmo que consigamos perder peso, ele vai voltar rapidamente a aumentar e, às vezes, ganhamos mais do que tínhamos perdido.

Nem sempre estes erros são conscientes e por isso, deixo aqui um alerta com os 3 principais erros cometidos por quem quer perder peso.


1. Dietas Relâmpago

As dietas super rápidas e eficazes que podemos encontrar aos pontapés com uma pequena pesquisa no Google são das piores coisas que podemos fazer. Claro que, às vezes, queremos perder peso rapidamente, para caber naquela roupa para um evento especial, ou porque o Verão está à porta e só agora nos pesamos, mas é um grande erro.

Estas dietas muitas vezes provocam uma perda de massa muscular, tornando-se essa a principal razão para a diminuição do peso, no entanto, a mesma é fundamental para um organismo saudável. Para além disso, estas dietas implicam, na grande maioria das vezes, a não ingestão dos nutrientes necessários, prejudicando a nossa saúde.

Quando a dieta acaba, a probabilidade de ganhar o peso que perdeu (ou até mais) é enorme, sendo portanto, uma perda de tempo e prejudicial para a sua saúde. Opte por uma alimentção equilibrada, saudável e pratique exercício físico com regularidade.


2. Alimentos “Light”

Os alimentos light têm menos calorias e são muitas vezes utilizados como chamarizes para uma boa alimentação, mas não se fie nisto.

São alimentos mais processados, que contêm mais componentes artificiais e, portanto, mais prejudiciais para a saúde. 


3. Não comer

Não comer pode parecer uma forma eficaz de perder peso a curto prazo, mas a longo prazo, é extremamente prejudicial. Para além da óbvia falta de nutrientes essenciais e o mau estar físico e até psicológico que pode provocar, vai desacelerar o metabolismo, principal responsável pelo controlo de peso.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Obesidade não é uma questão meramente estética


A obesidade é um problema cada vez mais frequente na sociedade moderna, tendo sido já considerado pela Organização Mundial de Saúde uma epidemia. No entanto, a maioria da população ainda pensa no excesso de peso como uma questão meramente estética e se isso é o suficiente para alguns o combaterem, para outras pessoas é a desculpa perfeita para não terem de agir.




Os números têm vindo a aumentar gradualmente nos últimos anos e estima-se que, em Portugal, metade da população tenha excesso de peso e um milhão de portugueses foi diagnosticado com obesidade. Segunto a Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, o sexo masculino é o mais atingido pelo problema.

Estes números são assustadores e continuam a aumentar constantemente, em grande parte devido ao tipo de vida que levamos nas sociedades modernas, cada vez mais sedentário e, a uma alimentação rica em açúcar e gorduras saturadas.


Consequências do Excesso de Peso

Apesar destas serem ainda ignoradas por muita gente, a verdade é que o excesso de peso traz consequências gravíssimas para a sua saúde física e mental.

A acumulação de gordura no organismo favorece o surgimento de doenças como a Diabetes Mellitus tipo II e hipertensão arterial, aumenta o risco cardivascular e causa problemas respiratórios graves devido ao esforço adicional que o corpo tem de fazer para inspirar o oxigénio suficiente.

Do ponto de vista psicológico, o excesso de peso e obesidade vai ter impacto a nível da auto-estima e capacidade de adaptação social, aumentando a possibilidade do doente vir a sofrer de depressão e ansiedade.


Prevenir e Combater a Obesidade

O actual estilo de vida e alimentação é, como já vimos, um forte potenciador para o desenvolvimento deste problema, por isso, cabe-nos a nós ter uma postura de prevenção activa e combater energicamente o excesso de peso.

Conhecer os alimentos e os seus nutrientes e respeitar as proporções representadas na Roda dos Alimentos é fundamental. Muitas vezes, esquecemo-nos deste guia que é a Roda dos Alimentos. Observe-a bem, veja as proporções para cada grupo de alimentos e tente respeitá-las quando prepara o seu prato. Verá que faz uma grande diferença.

Coma pouco e muitas vezes. Com certeza, já ouviu dizer que devemos comer a cada 3 ou 4 horas, e é verdade. Evita ataques de fome descontrolados e ajuda a controlar o nosso metabolismo.

Outro factor muito importante para prevenir a obesidade é o exercício físico. Não precisa pagar um ginásio caro e enfiar-se lá horas a fio. Pode começar por fazer umas boas caminhas por dia, sair na paragem anterior quando vai de autocarro para o trabalho, dar passeios a pé na sua hora de almoço…


Não se esqueça que é importante um acompanhamento profissional e personalizado para que perca peso em segurança e de forma saudável, pelo que se já tem excesso de peso ou obesidade, o melhor a fazer é, para além de seguir os conselhos anteriores, consultar um médico ou nutricionista. Podem ser uma ajuda valiosa nesta árdua batalha.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Sabonete Antibacteriano: herói ou vilão?


Ter um sabonete antibacteriano para uso diário é uma moda recente, largamente alimentada pelas ameaças de pandemias da última década. Muitas pessoas acreditam que é a forma mais eficaz de se protegerem de doenças como a gripe, tornando-o parte do seu dia a dia. 




Na União Europeia, venda deste tipo de produto é comum e sem grandes entraves por parte dos governos, no entanto, nos Estados Unidos, alguns destes antibacterianos foram proibidos para venda ao público, sendo apenas utilizados em contextos profissionais.


Triclosan como ingrediente principal 

Como diziamos no parágrafo anterior, foi proibida a venda da maioria destes produtos ao público comum nos Estados Unidos e isso deve-se ao facto dos mesmos conterem triclosan, como um dos principais ingredientes.

Vários estudos foram realizados tendo em vista testar a segurança do triclosan para a saúde pública e os resultados não foram animadores. Segundo a Associação Americana de Química, o uso continuado deste produto vai ter efeitos a nível do nosso sistema endócrino, desregulando-o, isto é, vai afectar a sua capacidade de produzir hormonas indispensáveis ao bom funcionamento do nosso organismo, conduzindo-nos a problemas, como por exemplo, da tiróide, infelizmente, já tão comum no nossa sociedade.


Então podemos usar um sabonete antibacteriano em segurança?

A resposta é: ocasionalmente. O uso ocasional de antibacterianos pode ser benéfico para si, especialmente em situações de risco, como dentro de um hospital ou no pico da gripe, mas não faça disso um hábito diário e continuado.

O sabonete antibacteriano é irritativo para a pele, perturbando a sua flora bacteriana e tornando-nos vulneráveis a infecções oportunistas. Para além disso, os mesmo estudos demonstraram que o uso continuado de sabonetes antibacterianos contribui para desenvolver resistência aos antibióticos, o que poderá tornar-se um problema de saúde pública.

De uma maneira geral, as grávidas e as crianças são as pessoas mais vulneráveis, porque são, normalmente, quem mais teme infecções e bactérias e recorre a este tipo de produtos. É importante mencionar que o triclosan (e consequentemente, os seus efeitos) transmite-se para o feto.


A posição de Portugal

Em Portugal, este é um assunto um pouco varrido para debaixo do tapete, no entanto, a DECO (Defesa do Consumidor) realizou também alguns estudos, garantindo que um sabonete normal é tão eficaz como um antibacteriano contra os germes, tornando desnecessária a sua utilização.

Recomenda ainda, um maior recurso ao sabonete líquido em detrimento do sólido por ser mais prático e higiénico, visto não estar em contacto directo com o ar, sujidades e vários utilizadores.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Principais Benefícios do Exercício Físico para a sua Saúde Física e Mental



Não é surpresa para ninguém que o exercício físico é bom para a saúde. É, na verdade, a grande luta do século XXI, quando tudo é automatizado e não precisamos de grande esforço para fazer a maioria das coisas, manter um nível de actividade saudável. O sedentarismo e suas consequências matam todos os dias, centendas (ou mais) de pessoas em todo o mundo, tornando cada vez mais importante que as pessoas tomem consciência da sua importância.




Benefícios para a Saúde Física

A sociedade moderna depara-se todos os dias com o flagelo do sedimentarismo, cujas consequências podem ser em grande parte evitadas por um pouco de actividade física.


1. Melhor actividade cardiovascular e respiratória

A actividade física ajuda a reduzir os factores de risco para problemas como o enfarte do miocárdio ou Acidentes Vasculares Cerebrais (reduzindo o mau colesterol e controlando a tensão arterial). 

Mesmo quando estes problemas ocorrem, a taxa de morbilidade e mortabilidade é significativamente reduzida em pacientes fisicamente activos.


2. Diminuição da Incidência de Diabetes tipo II

A diabetes é provocada por um deficiente funcionamento do pâncreas. O exercício físico ajuda a melhorar o funcionamento dos órgãos na sua generalidade. 

Para além disso, no caso específico da diabetes tipo II, um dos grandes factores de risco é o aumento de peso e consequente aumento do perímetro abdominal, mais facilmente controláveis pela prática de actividade física.


3. Previne a Osteoporose

A prática de exercício físico regular potencia o aumento da massa óssea e previne a sua perda.


4. Aumento do Metabolismo em Repouso

A prática de exercício físico não só auxilia directamente à perda de peso, como ajuda o nosso organismo a controlá-lo, através do aumento do metabolismo.

O metabolismo é ainda responsável pela produção de energia do organismo, ajudando-nos a ficar mais fortes e resistentes.


5. Melhoria da função imunitária

A prática de exercício regular, mantém o corpo mais activo e menos susceptível a doenças como a gripe.


6. Diminui as insónias

O seu corpo vai querer compensar a actividade exercida, assim quando chegar à noite, vai descansar melhor, tendo um sono menos agitado e acordando menos vezes durante a noite. No dia seguinte, vai sentir-se muito mais descansado e relaxado.




Benefícios para a Saúde Mental

A saúde mental continua a ser um dos pontos mais negligenciados por todos nós, atribuindo-lhe menos importância do que esta tem na realidade. O exercício físico é uma forma de o ajudar a sentir-se melhor também a nível psicológico e emocional.


1. Auto-estima

A prática de exercício físico é um bom auxiliar no desenvolvimento da sua auto-estima. Superar os desafios que o mesmo lhe vai impondo, bem como a perda de peso e melhor forma física contribuem bastante para que se sinta bem consigo mesmo.


2. Aumento da sensação de bem-estar

Durante a prática da actividade física, o corpo produz endorfinas, vulgarmente conhecidas como as hormonas do bem-estar. Isto vai ainda proporcionar uma melhoria de quadros de depressão e ansiedade.


3. Diminui o stress

A prática de exercício físico tem duas formas de agir sobre este terrível companheiro da vida moderna. Durante a prática do mesmo, proporcionamos a nós mesmos, um tempo de afastamento e distracção dos problemas do quotidianos, mas não só. Após o exercício irá dar-se uma diminuição dos níveis de adrenalina e cortisol no nosso organismo, fazendo-nos sentir mais relaxados.


4. Melhor memória e capacidade de concentração

A prática regular de exercício físico vai proporcionar um aumento da produção de neurotransmissores que promovem a reparação celular do cérebro.



Por todos estes motivos, deve rever o seu dia a dia e encaixar nele um pouco de exercício, de acordo com as suas preferências, pois ajudá-lo-á a sentir-se melhor e mais saudável.

De acordo com o American College of Sports Medicine, para obter todos estes benefícios, deve realizar pelo menos 30 minutos diários de exercício, durante 4 ou mais dias por semana.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Hipotiroidismo: um problema no feminino?



O hipotiroidismo trata-se de um hipofuncionamento da glândula da tiróide, produtora das hormonas que regulam a energia do nosso corpo, afectando assim todo o organismo.




É, muitas vezes, considerado um problema das mulheres e, apesar de isto não ser uma afirmação 100% verdadeira, é de facto uma doença mais comum no sexo feminino. Estamos a falar numa relação de um homem para cada 4 mulheres, sendo que ocorre sobretudo após os 30 anos de idade.


Motivos

O mau funcionamento da tiróide pode ser provocado por falta de iodo ou outros, mas na grande maioria das situações (cerca de 70%) trata-se da chamada tiroidite auto-imune, ou seja, o organismo produz anti-corpos contra a glândula da tiroide, agindo em conformidade com todas as outras doenças auto-imunes.


Sintomas

O hipotiroidismo pode provocar todo um conjunto de sintomas que podem ser mais ou menos frequentes consoante o doente, no entanto, e especialmente numa fase inicial da doença, os mais comuns são o aumento de peso (devido à desacelaração do metabolismo), inchaço (são frequentes as queixas de inchaço das pálpebras e dos olhos pela manhã), cansaço, queda de cabelo e unhas frágeis e quebradiças, com crescimento mais lento do que o costume.

Pela subtizela e amplitude dos sintomas, o hipotiroidismo pode ser facilmente negligenciado na fase inicial, sendo muitas vezes confundido com quadros de depressão.

Com o desenvolver da doença, especialmente, quando não tratada, muitos outros sintomas podem surgir, como a palidez e secura da pele, a prisão de ventre (um dos sintomas mais frequentes, a par com o excesso de peso), maior sensibilidade ao frio e tensão arterial mínima elevada e com valores próximos da máxima. Em estágios avançados da doença, poderá ainda sofrer de rouquidão e inchaço das extremidades.

No caso das mulheres, o hipotiroidismo provoca dificuldade em engravidar, podendo mesmo trazer problemas para o feto.


Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é simples e fácil de realizar, sendo feito através de análises sanguíneas, que fornecem ao seu médico um diagnóstico muito claro.

O tratamento é medicamentoso, com vista à reposição das hormonas em falta.

domingo, 11 de março de 2018

A ansiedade e os Problemas Gastrointestinais


Todos nós já passamos por uma situação de stress em que sentimos as vulgares dores de barriga, ou o estômago a apertar-se e sentimo-nos quase sufocar, apesar de sabermos que não há problema absolutamente nenhum com os nossos órgãos. Esta é uma resposta normal do nosso organismo à ansiedade, mas pode tornar-se numa situação patológica.




São vários os sintomas que, sendo reflexo de problemas de ansiedade, se reflectem a nível gastrointestinal. Os mais conhecidos e vulgares são as famosas náuseas, distensão e dor abdominal, excesso de gases (flatulência) e consequentes cólicas. Apesar de ser possível determinar do ponto de vista físico o porquê disto acontecer (de forma muito rápida e simples, está associado à movimentação do fluxo sanguíneo e água do organismo onde esta é mais precisa, negligenciando a digestão e a hidratação, por exemplo), não há uma justificação médica, como uma infecção ou patologia para o acontecimento das mesmas. Assim, sabemos que se trata, pura e simplesmente, de ansiedade.

A ansiedade é um mal cada vez mais comum e é raro encontrarmos uma pessoa que não se deixe afectar pela mesma num mundo em constante movimento e com desafios cada vez maiores e mais complexos para enfrentar. No entanto, quando entramos num nível de ansiedade constante, e portanto, patológico, podemos deparar-nos com o desenvolvimento de problemas sérios, a nível gastrointestinal.

Assim, a usual dor de barriga pode evoluir para situações como, por exemplo, a Síndrome do Intestino Irritável (estudos demonstram que 40 a 60% dos pacientes sofrem de depressão ou ansiedade) ou o Refluxo Gástrico, que se trata de uma subida do suco gástrico ao esófago provocando, na melhor das hipóteses, grande desconforto.


Porquê?

O aumento generalizado dos níveis de ansiedade na população, a par com o aumento de doenças como a Síndrome do Intestino Irritável levaram ao desenvolvimento de uma série de estudos, recentemente, que visam tentar entender a ligação entre estes dois fenómenos.

Os resultados indicam uma estreita ligação entre o cérebro e o sistema gastrointestinal, sendo que estes se influenciam mutuamente.

A ligação entre problemas psicológicos como a depressão e ansiedade e os problemas gastrointestinais parece ocorrer nos dois sentidos, isto é, não só os primeiros provocam os problemas gastrointestinais, como há evidências de que certos desarranjos e alterações a nível da flora intestinal, possam desencadear períodos depressivos e/ou de grande ansiedade nos doentes. 

Por outro lado, demonstrou-se que o tratamento dos problemas gastrointestinais, especialmente, a Síndrome do Intestino Irritável são mais eficazes se ocorrerem passo a passo com o tratamento da ansiedade e depressão e técnicas para reduzir os níveis de stress na vida do paciente.


Cada vez mais, a medicina reconhece a ligação entre o físico e o psicológico e promove a administração de tratamentos, realizados no âmbito desta interacção.