terça-feira, 20 de maio de 2025

5 Benefícios da Yoga para a Saúde Mental


Em tempos de vida agitada e pressões constantes, cuidar da saúde mental tornou-se essencial. A prática da yoga, além de seus benefícios físicos, tem ganhado destaque como uma poderosa aliada na promoção do bem-estar psicológico. Neste artigo, vamos explorar como a yoga pode ajudar a equilibrar mente e corpo, e melhorar significativamente a saúde mental.

O que é a Yoga?

A yoga é uma prática milenar originária da Índia que combina posturas físicas (ásanas), técnicas de respiração (pranayama) e meditação. Mais do que um exercício físico, é uma filosofia de vida que promove harmonia entre corpo, mente e espírito.

1. Redução de Stress

Um dos principais benefícios da yoga é a redução dos níveis de stress. Através da respiração consciente e da atenção plena, a prática ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável pela sensação de relaxamento. Estudos mostram que pessoas que praticam yoga regularmente apresentam níveis mais baixos de cortisol, a hormona do stress.

2. Alívio da Ansiedade

A yoga estimula a presença no momento presente, o que ajuda a afastar pensamentos acelerados e preocupações excessivas — características comuns da ansiedade. A meditação guiada e as posturas restaurativas promovem uma sensação de segurança e calma interior.

3. Melhora da Qualidade do Sono

A insónia e outros distúrbios do sono estão, muitas vezes, relacionados com questões emocionais. 

A prática regular de yoga pode ajudar a relaxar o corpo e acalmar a mente, facilitando um sono mais profundo e reparador. Técnicas como Yoga Nidra são especialmente eficazes nesse aspecto.

4. Aumento da Autoconsciência e Autoestima

A yoga estimula a auto-observação e o autoconhecimento. Ao praticar, o indivíduo consegu conectar-se mais profundamente consigo mesmo, reconhecendo emoções, padrões mentais e limitações com mais clareza e compaixão. Isso fortalece a autoestima e promove um senso de valor pessoal mais sólido.

5. Combate à Depressão

Pesquisas indicam que a yoga pode ter efeitos positivos no tratamento da depressão leve a moderada. A combinação de movimento, respiração e meditação contribui para o aumento de neurotransmissores como a serotonina e dopamina, associados à sensação de bem-estar.

Conclusão

Incorporar a yoga à rotina é um passo simples, mas poderoso, na procura por mais equilíbrio e saúde mental. Seja em aulas presenciais, online ou mesmo por conta própria, a prática oferece ferramentas acessíveis para lidar melhor com os desafios do dia a dia. Mais do que flexibilidade física, a yoga oferece flexibilidade emocional e mental — um presente valioso nos tempos modernos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

O Efeito do Grupo e o Bullying Escolar: Por Que Ninguém Intervém?

 


Em muitas situações de violência ou injustiça, especialmente em ambientes escolares, acontece um fenómeno psicológico curioso: quanto maior o grupo de pessoas presentes, menor a probabilidade de alguém intervir. 

Isso ajuda a explicar por que as notícias são invadidas por casos em que vemos os estudantes a filmar a agressão em vez de tentar impedir ou procurar ajuda. Mas por que é que isso acontece?

O Efeito da Difusão de Responsabilidade

Quando um grupo grande presencia uma situação de violência, cada indivíduo tende a assumir que outra pessoa tomará uma atitude. Esse fenómeno é estudado pela psicologia há mais de meio século e é conhecido como difusão de responsabilidade: se há muitas pessoas presentes, ninguém se sente pessoalmente responsável. É como se o peso da ação fosse diluído entre todos, fazendo com que ninguém aja.

Esse efeito foi observado em diversos estudos psicológicos, como a experiência de John Darley e Bibb Latané, que demonstrou que quanto mais testemunhas há numa situação de emergência, menor a probabilidade de alguém tomar uma atitude, como, por exemplo, ligar para o 112.

O Poder do Grupo e a Conformidade Social

Outro fator importante é o efeito de conformidade social. As pessoas, especialmente crianças e adolescentes, têm um forte desejo de se encaixar e evitar o julgamento dos outros. Se ninguém intervém, muitos assumem que a melhor decisão é seguir o comportamento da maioria – mesmo que isso signifique ficar parado ou até mesmo rir da situação. O último pode também ser explicado pelo nervosismo.

Isso também explica por que algumas testemunhas, em vez de ajudar a vítima, optam por filmar ou partilhar vídeos do bullying nas redes sociais. A tecnologia facilitou a difusão deste comportamento, e muitas vezes os jovens preocupam-se mais em capturar o momento do que em refletir sobre as consequências.

Como Combater esse Comportamento?

Entender os mecanismos psicológicos por trás do bullying e da inação das testemunhas é essencial para combater esse problema. Algumas estratégias incluem:

  • Educação para a empatia e responsabilidade: ensinar crianças e adolescentes sobre a difusão de responsabilidade pode ajudá-los a reconhecer o problema e tomar atitudes conscientes.
  • Incentivo ao apoio entre pares: promover uma cultura onde ajudar seja a norma, não a exceção.
  • Intervenção ativa dos educadores: professores e direções escolares devem estar atentos aos sinais de bullying e incentivar o diálogo sobre a importância de intervir.
  • Uso positivo da tecnologia: em vez de filmar atos de violência, os jovens podem ser incentivados a usar a tecnologia para denunciar e consciencializar.

Conhecimento como Fonte de Poder

Ao compreendermos que o comportamento coletivo pode influenciar decisões individuais, podemos criar um ambiente escolar mais seguro e solidário. A mudança começa com a conscientização e o incentivo para que cada indivíduo entenda que a sua ação – ou omissão – tem um impacto real.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

O Sono do Bebé - melhores práticas consoante a idade

 


O sono é fundamental para um desenvolvimento saudável. Desde o nascimento até aos primeiros anos de vida, as necessidades de sono mudam drasticamente, e compreender essas mudanças ajuda os pais a promoverem hábitos saudáveis e noites mais tranquilas. 

De acordo com cada fase do seu desenvolvimento, o bebé e criança pequena exigem cuidados diferentes.


1. Recém-nascidos (0 a 3 meses)

Os recém-nascidos dormem muito – cerca de 14 a 17 horas por dia – mas de forma fragmentada, com ciclos curtos de sono. Isto pode ser um problema para os pais ou cuidadores, que não conseguem descansar, mas para o bebé é normal. Eles ainda estão a aprender e adaptar-se ao mundo exterior e a ajustar o seu relógio biológico.

Melhores práticas:

Siga o ritmo do bebé: Permita que ele durma e acorde conforme a sua necessidade. Nesta fase, não existe um padrão fixo.

Diferencie dia e noite: Mantenha o ambiente iluminado e ativo durante o dia e reduza luzes e ruídos à noite para ajudar o bebé a distinguir os períodos. É importante que estas medidas sejam sem exageros. Demasiado barulho, especialmente barulhos altos e súbitos, perturbam o sono e, consequentemente, o desenvolvimento do seu bebé.

Segurança em primeiro lugar: Coloque o bebé para dormir de barriga para cima, num colchão firme e sem objetos soltos no berço.


2. Bebés de 4 a 6 meses

Nesta idade, o sono do bebé começa a organizar-se. Muitos bebés conseguem dormir períodos mais longos à noite, com sonecas regulares durante o dia. É hora de estabelecer uma rotina, ajuda o bebé e favorece a organização dos pais.

Melhores práticas:

Estabeleça uma rotina: Banho, uma história ou uma canção podem sinalizar ao bebé que é hora de dormir.

Incentive a autonomia no sono: Coloque o bebé no berço ainda acordado, para que ele aprenda a adormecer sozinho.

Cuide do ambiente: Garanta um quarto escuro, silencioso e com temperatura confortável. A ideia de que os bebés têm sempre muito frio não é real. O calor pode impedir o seu bebé de dormir adequadamente. Adapte a roupa da criança à temperatura do ambiente, lembrando que eles devem ter apenas mais uma camada de roupa que os adultos.


3. Bebés de 7 a 12 meses

Nesta fase, os padrões de sono ficam mais previsíveis, com 11 a 14 horas totais, incluindo 2 ou 3 sonecas. Porém, a ansiedade de separação pode provocar despertares noturnos. Tenha calma e paciência, é uma fase e vai passar.

Melhores práticas:

Seja consistente: Mantenha horários regulares para dormir e acordar.

Reforce a sensação de segurança: Um objeto de transição, como um cobertor ou peluche seguro, pode ajudar o bebé a se sentir confortável.

Evite associações de sono negativas: Não dependa de embalar ou alimentar o bebé para que ele durma, pois ele pode esperar isso a cada despertar.


4. Crianças de 1 a 3 anos

O sono noturno começa a consolidar-se, mas esta fase pode trazer desafios como resistência ao sono e despertares. As crianças precisam de cerca de 10 a 14 horas de sono diárias.

Melhores práticas:

Defina limites claros: Explique à criança que a hora de dormir é uma regra, mas mantenha uma abordagem carinhosa.

Evite estímulos antes de dormir: Reduza o uso de ecrans e atividades agitadas à noite. Demasiados estímulos dificultam o adormecer.

Rotina de transição: Continue com uma rotina consistente, como ler um livro ou contar histórias.


Dicas Gerais para Todas as Idades

Priorize a segurança: Nunca deixe o bebé dormir em locais inseguros ou em superfícies macias.

Acompanhe o desenvolvimento: Consulte o pediatra para ajustar práticas de sono às necessidades do seu filho.

Tenha paciência: O sono do bebé é dinâmico, e é normal haver regressões temporárias.


Compreender as necessidades do sono do bebé em cada fase ajuda a estabelecer hábitos saudáveis e proporciona mais tranquilidade para toda a família. Lembre-se: cada criança é única, e encontrar o que funciona para o seu bebé pode levar algum tempo, mas os resultados valem o esforço.


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terça-feira, 20 de agosto de 2024

Como Ingerir Mais Cálcio e Fortalecer os Ossos Sem Consumir Leite

 


Quando pensamos em cálcio, o leite é muitas vezes o primeiro alimento que nos vem à mente. No entanto, existem inúmeras maneiras de obter cálcio suficiente para fortalecer os ossos sem precisar consumir leite ou produtos lácteos. 

Qual a real importância do cálcio?

O cálcio é um mineral essencial para a saúde dos ossos. Ele é o principal componente estrutural dos ossos e dentes, fornecendo-lhes a rigidez necessária. Além disso, o cálcio é vital para outras funções do corpo, como a contração muscular, coagulação do sangue e transmissão de sinais nervosos. 

Quando o corpo não obtém cálcio suficiente através da alimentação, ele começa a retirar cálcio dos ossos, o que pode levar à osteoporose e, consequentemente, aumentar o risco de fraturas.

Alimentos Ricos em Cálcio

Provavelmente, durante e maioria da sua vida, ouviu que o leite e os seus derivados são os produtos onde pode obter mais cálcio para o seu organismo. No entanto, não é bem assim. Podemos incluir na nossa dieta várias opções diferenciadas e saborosas.

Vegetais de Folhas Verdes

Vegetais como espinafres, couve, brócolos, rúcula e acelga são excelentes fontes de cálcio. A couve é particularmente rica em cálcio biodisponível, o que significa que o corpo consegue absorver melhor esse nutriente.

Para consumir, pode adicionar folhas verdes cruas a saladas, cozinhar os vegetais no vapor para acompanhar refeições principais, ou ainda, se preferir preparar uns smoothies verdes.

Amêndoas e Sementes

As amêndoas são uma excelente fonte de cálcio, assim como as sementes de sésamo, chia e linhaça. Além de cálcio, esses alimentos fornecem magnésio e gorduras saudáveis, que ajudam na absorção do mesmo.

Coma um punhado de amêndoas como lanche, ou adicione sementes de chia e linhaça a iogurtes vegetais. Pode ainda usar pasta de sésamo moído em molhos ou torradas.

Tofu

O tofu, especialmente o tofu enriquecido com cálcio, é uma excelente alternativa para quem evita produtos lácteos. 

Pode adicioná-lo a salteados de legumes ou sopas e usá-lo como substituto de queijos nalgumas receitas.

Leguminosas

Feijão-branco, lentilhas e grão-de-bico são ricos em cálcio. Esses alimentos são também boas fontes de proteína e fibra, contribuindo para uma dieta equilibrada.

Pode adicioná-los a sopas e saladas.

Fortaleça os ossos sempre

Com pequenas mudanças nos nossos hábitos alimentares, é possível fortalecer os ossos sem ter de recorrer ao leite e aos seus derivados. Uma exposição solar segura é também uma boa ajuda, visto que a Vitamina D ajuda o nosso corpo a absorver melhor o cálcio.

Esqueça mitos antigos e fortaleça os seus ossos da forma mais saudável.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Mindfulness - a palavra do momento

 


Nos últimos anos, a palavra mindfulness entrou para o vocabulário comum e tem ganho destaque como uma ferramenta poderosa para melhorar a saúde mental e o bem-estar geral. 

Mas o que exatamente é mindfulness? Em termos simples, é a prática de estar totalmente focado no momento presente, sem julgamento. É uma forma de treinar a mente para focar no aqui e agora, em vez de se preocupar com o passado ou o futuro. A sua prática regular tem sido associada a uma série de benefícios para a saúde, incluindo redução do stress, melhoria da concentração e promoção de um estado de paz interior.

Benefícios para a Saúde Mental

A prática de mindfulness tem mostrado ter um impacto profundo na saúde mental. Estudos científicos indicam que a meditação mindfulness pode ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade e depressão. Ao focar a atenção no momento presente, as pessoas podem aprender a observar os seus pensamentos e sentimentos sem se deixar dominar por eles. Isso pode levar a uma diminuição das respostas automáticas ao stress e a uma maior capacidade de lidar com situações desafiadoras de maneira calma e racional.

Além disso, promove a aceitação e o não-julgamento. Isto ajuda as pessoas a desenvolverem uma relação mais saudável com as suas próprias emoções. A prática regular pode melhorar a autoconsciência e a autorregulação emocional, proporcionando uma base sólida para uma saúde mental equilibrada.

Aplicações Práticas do Mindfulness no Dia a Dia

Implementar esta técnica no dia a dia pode ser mais simples do que parece. Uma das formas mais comuns de praticar mindfulness é através da meditação. Mesmo sessões curtas de meditação, de 5 a 10 minutos, podem fazer uma diferença significativa. Durante a meditação, é comum focar na respiração, observando cada inalação e exalação, e trazendo a mente de volta ao foco sempre que ela se desvia.

Além da meditação, o mindfulness pode ser incorporado em atividades diárias comuns, como comer, caminhar ou até mesmo lavar a louça. A chave é fazer essas atividades com total atenção, observando cada detalhe sensorial e estando plenamente presente no momento. Por exemplo, ao comer, preste atenção às cores, texturas e sabores dos alimentos. Ao caminhar, observe a sensação dos seus pés a tocar no chão e o ritmo da sua respiração.

Viver o Presente

O mindfulness oferece uma abordagem poderosa e acessível para melhorar a saúde mental e o bem-estar geral. Ao aprender a estar presente e a observar os nossos pensamentos e emoções sem julgamento, podemos desenvolver uma maior resiliência emocional e uma sensação de paz interior. 

Incorporar práticas de mindfulness na rotina diária pode transformar a maneira como lidamos com o stress e as adversidades, promovendo uma vida mais equilibrada e harmoniosa. Comece com pequenos passos, e deixe-se levar pelos inúmeros benefícios que o mindfulness pode trazer para sua vida.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Como o ‘Stress’ Afeta a Sua Saúde e Maneiras Eficazes de Geri-lo

 


Stress tornou-se uma palavra comum do nosso vocabulário no final do século passado. O seu significado é simples: stress é a resposta do nosso corpo a um evento ou a uma situação de pressão na nossa vida.

Tem uma carga pessoal muito grande e um impacto forte na nossa saúde. É importante que compreendamos que esse impacto ocorre a todos os níveis e é altamente prejudicial à nossa saúde física e mental.

Como o Stress Afeta a Sua Saúde

O stress tem um impacto óbvio na saúde mental. Exaustão mental, ansiedade, depressão, toda a nossa psique é afetada e muitas vezes, nem sabemos dizer o porquê. Sentimo-nos desmotivados e não encontramos nada a que nos agarrar para seguir em frente.

Embora devastadores, os problemas de saúde mental não são os únicos que o stress nos traz. A saúde física é extremamente afetada e, para muitos de nós, é mais difícil correlacionar os problemas que vão surgindo com o stress. 

  • Enfraquecimento do Sistema Imunitário - Está constantemente doente, ou quando adoece tem dificuldade em recuperar? Pois é, o seu sistema imunitário está enfraquecido e o stress tem um papel de relevo nisso. A exposição constante ao stress deixa-o mais vulnerável a todo o tipo de doenças devido à diminuição das suas defesas naturais.
  • Relação com Doenças Cardiovasculares - O stress está associado ao aparecimento e desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Estas são a principal causa de morte em todo o mundo e são muitas vezes ignoradas nos primeiros sintomas. 
  • Efeitos no Sistema Digestivo - O estômago dói e sente todo o tipo de inconvenientes, azia, má digestão, náuseas. Pode sentir uma fome incontrolável, ou não ser capaz de comer nada durante horas. Os seus intestinos não funcionam regularmente e são frequentes os episódios tanto de diarreia, como da mais incómoda obstipação. Tudo isto são sinais do seu corpo a dizer-lhe que está sob stress excessivo e se os ignorar, pode desenvolver doenças graves e potencialmente fatais. 

Gerir o Stress - o eterno dilema

Todos nós, de forma mais ou menos intencional, tentamos gerir o nosso stress no dia a dia, mas na sua grande maioria, fazemo-lo de forma errada. Tentamos controlar os fatores externos, que, em última análise, não podem ser controlados por nós.

A melhor forma de gerir o stress não é controlar todo o trabalho que tem para fazer, ou dividir tarefas, embora isso seja de grande ajuda. Aquilo que realmente precisa é ajudar o seu corpo, controlando e moldando os seus sentimentos e emoções - transformando-os em algo mais saudável. Afinal, tentar simplesmente ver-se livre de todo o stress, só fará o mesmo aumentar.

Técnicas de Relaxamento

Uma forma de diminuir quase imediatamente a sensação de stress e ansiedade é mediante técnicas simples de relaxamento, como a meditação e a respiração profunda. 

O controlo respiratório, quando bem usado, é uma arma infalível na gestão do stress no nosso dia a dia, ajudando-nos a contornar a sensação de desespero e falta de controlo que o mesmo nos provoca. 

Por outro lado, recorrer a práticas de mindfulness poderá também ajudar a afastar os pensamentos repetitivos causadores de stress.

Atividade Física Regular

Estão descritos exaustivamente e em diferentes fontes os inúmeros benefícios da atividade física, e sim, ela também ajuda a gerir o stress. O nosso corpo foi feito para o movimento e uma vida sedentária afeta-nos de formas que, muitas vezes, nem conseguimos imaginar.

A prática de atividade física proporciona uma diminuição dos níveis de adrenalina e cortisol no nosso organismo, fazendo-nos sentir mais relaxados.

Alimentação

Tal como o exercício físico, a alimentação parece ter impacto em todos os setores da nossa vida. Muitas pessoas erram ao cortar determinados alimentos da sua dieta, numa tentativa de alcançar a chamada alimentação saudável. 

Naturalmente, há coisas que deve evitar ao máximo como alimentos muito gordurosos ou com altos teores de açúcar, mas fora essas exceções, o segredo está no equilíbrio. Comer um pouco de tudo vai proporcionar-lhe mais nutrientes e fazê-lo sentir-se melhor e mais forte, mesmo para enfrentar o stress.

Importância do Sono

O sono é um mecanismo importante de defesa do nosso organismo. Ele permite-nos descansar, limpar a mente e equilibrar o nosso corpo. Infelizmente, na tentativa vã de produzir o máximo possível, ele pode ser muito descurado hoje em dia.

Este é um erro grave, dada a sua importância. Dormir bem e tempo suficiente é vital para o controlo do stress e do seu impacto no nosso organismo. 

A Luta por uma Vida Melhor Começa cá Dentro

Trabalhamos todos os dias para ter uma vida melhor e mais confortável e a saúde mental é tantas vezes deixada de lado. Uma vida melhor começa no nosso íntimo, na saúde do nosso organismo e no sentirmo-nos bem connosco próprios.

Gerir os níveis de stress é o primeiro passo para esse bem-estar e nada como a adoção de um estilo de vida saudável para nos ajudar nessa gestão.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

A Verdade Sobre o Jejum Intermitente

 


O Jejum Intermitente é, nos últimos anos, e apesar de não ser uma dieta, uma das mais populares formas para tentar um emagrecimento rápido. Trata-se de um padrão alimentar, em que se intercala períodos onde nos alimentamos normalmente, com períodos mais ou menos prolongados de jejum.

No entanto, este culto do jejum intermitente é algo bem informal e proliferado online, por isso, é importante perguntar-se: qual a verdade acerca deste método de emagrecimento?

O Jejum Intermitente Funciona?

O jejum intermitente tem muitas variáveis, como o intervalo de tempo de jejum e o que pode ou não consumir nesse intervalo de tempo. Geralmente, apenas água, mas também há outras possibilidades, desde que não influenciem os níveis de insulina. É importante reforçar que o período noturno, ou seja, quando estamos a dormir, conta como período de jejum.

Durante o período em que não se alimenta, sendo este mais ou menos longo, o organismo vai buscar todas as reservas de “combustível” para continuar a funcionar normalmente. Este combustível é a gordura acumulada, levando assim ao emagrecimento.

É seguro?

São várias as tradições religiosas que praticam o jejum. Na Grécia Antiga acreditava-se que ajudava a curar doenças. A ciência moderna tem uma opinião bastante positiva relativamente ao mesmo. Estudos demonstram existir um maior controlo de doenças como o colesterol, tensão arterial e diabetes.

O jejum, por si só, não é prejudicial à saúde, estudos indicam até vários benefícios na sua prática. No entanto, a falta de informação fidedigna, assim como ausência de qualquer acompanhamento médico ou profissional, pode, sim, trazer alguns prejuízos à saúde.

Os intervalos de tempo nos quais se pratica o jejum são outra coisa a ter em conta. Podem ir de 12 horas até 36 horas. Jejum de longa duração pode, sem dúvida, ser prejudicial, especialmente se o seu dia a dia envolver muito esforço físico. O que come nos períodos de alimentação também é fundamental para garantir a sua segurança e saúde. Uma alimentação incorreta e sem os nutrientes adequados pode resultar em problemas como anemia, osteoporose, desidratação, queda e enfraquecimento de cabelo, bem como ansiedade e irritação.

No caso dos doentes crónicos é importante consultar o médico antes de tomar a decisão de fazer jejum. O jejum é desaconselhado a grávida e mulheres a amamentar, crianças, jovens e em casos de perturbações alimentares.

No período em que me alimento, posso comer o que quiser?

Aqui começa um dos problemas no que diz respeito à eficácia do jejum intermitente. Naturalmente, que para perder peso, o que importa é consumir menos calorias do que as que se gasta, o que parece à partida simples. Mas não é.

Se ao terminar o jejum ingerir alimentos muito calóricos e com elevado índice glicémico, então não está a trazer o benefício que poderia ao seu organismo. Causará picos de insulina que o farão sentir mais fome e desejo de consumir mais… açúcares. Para um jejum intermitente eficaz no processo de emagrecimento, açúcares e farinhas devem ser evitados. As refeições devem ser saudáveis e equilibradas - com verduras, legumes, frutas e proteínas de qualidade.

Também deverá controlar as porções, não caia no erro de comer exageradamente quando terminar a fase de jejum. É preferível fazer jejuns menos prolongados e comer normalmente a seguir, do que aumentar as horas de jejum e perder o controlo.

Casos Específicos

Alguns grupos de pessoas, por motivos muito particulares, podem ter dúvidas sobre o impacto que o jejum intermitente poderia ter no seu corpo e na sua saúde. Aqui ficam algumas ideias, mas lembre-se que deve SEMPRE consultar o seu médico.

  • Diabéticos - Algumas pesquisas apontam para o facto de o jejum poder ser um auxílio no controlo da glicémia e do peso, bem como melhorar a sensibilidade à insulina. No entanto, outros estudos põem em causa estes resultados. Se é diabético não deve experimentar o jejum intermitente sem antes consultar o seu médico assistente.
  • Desportistas - Embora o jejum juntamente com certos exercícios tenha demonstrado bons resultados no emagrecimento e até diminuição do colesterol, este poderá não ser o mais aconselhado para desportistas, especialmente se pretende treinar em jejum. Optar por não comer nada antes de um grande esforço físico pode resultar em tonturas, desmaios e crises hipoglicémicas. Procure o seu médico antes de efetuar qualquer tentativa de jejum.
  • Grávidas - Desaconselhado. As grávidas devem sempre seguir as indicações nutricionais médicas.
  • Pessoas com Distúrbios Alimentares - Tal como as grávidas, devem seguir à risca as indicações dos profissionais de saúde a acompanhar o seu caso e jamais iniciar qualquer alteração alimentar sem o conhecimento destes. O jejum intermitente neste caso é desaconselhado. 

Desvantagens

Como todas as dietas, o jejum intermitente tem algumas desvantagens que podem afetar o seu dia a dia. 

  • Concentração e memória - Passar longos períodos sem comer afeta a sua capacidade de concentração e memória, levando a uma menor produtividade nos estudos e no trabalho.
  • Capacidade de atenção - A nossa capacidade de foco e atenção pode ficar comprometida pelas longas horas sem comer, trazendo-nos maior propensão para acidentes de todo o género.
  • Irritabilidade - A baixa taxa de açúcar no sangue provocada por longas horas sem comer torna-nos mais impacientes e irritáveis. Conflitos em casa e no trabalho podem surgir com mais frequência, trazendo consequências mais ou menos graves à sua vida. 
  • Distúrbios alimentares - dietas restritivas tendem a aumentar a probabilidade de desenvolver comportamentos obsessivos relativamente à alimentação. Estes são a base para o desenvolvimento de distúrbios alimentares. A generalização, especialmente online, de opiniões e comunidades a defender a prática aumenta o risco, pois a pessoa sente o seu comportamento justificado por elas, sem se dar conta dos riscos que está a correr.

A Opinião dos Profissionais de Saúde

Apesar de alguns benefícios e haver cada vez mais pessoas a adotar o jejum intermitente como forma de manter ou perder peso, a maioria dos profissionais de saúde não o considera uma boa escolha.

Nutricionistas e médicos endocrinologistas alertam para o facto de que apesar de perder peso, a pessoa perde maioritariamente massa muscular e não gordura. Além disso, esta forma de emagrecimento não é sustentável a longo prazo, pois estamos a passar a mensagem ao organismo de que ele está em privação e, portanto, vai armazenar toda a gordura que conseguir, ou seja, desacelerar o metabolismo.

Os profissionais de saúde referem ainda que, mesmo tomando suplementos vitamínicos, o organismo não está a receber os hidratos de carbono e as proteínas necessárias ao seu funcionamento. Isto traduz-se em quedas súbitas da tensão arterial e desmaios, crises de hipoglicemia, cambras e desequilíbrios eletrolíticos.

Lembre-se de falar sempre com o seu médico assistente antes de iniciar qualquer tipo de regime alimentar que implique restrições significativas.